Pesquisar este blog

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Itaipu - Mercosul - e ...?

O Brasil, por uma pessoal e crescente interferência do presidente Lula, está perto de fechar um acordo com o governo paraguaio. Sobre o mesmo cabem algumas considerações.

1. O Brasil estaria, segundo informações oficiosas, disposto a pagar até três vezes mais pela energia não consumida pleos paraguaios. Afora o impacto que isso pode vir a causar na econmia brasileira em termos de elevação de custos, a que se convir que isso tem um desdobramento potencialmente nefasto;
2. As desavenças com o Paraguai, apontam para uma ruptura de um tratado internacional ratificado pelos parlamentos de ambos os países e que ainda está em vigor. Isso estimula outros países a fazer o mesmo? Mediante pressões políticas seria cabível rever, e portanto reabrir, questões já concluídas? Que mensagem o Brasil passa? Todas estas questões precisam de reflexão e não de exaltação;
3. Mesmo que se considere que a questão fundamental aqui seja relançar ou fazer avançar o Mercosul, onde portanto temas da agenda política se sobrepõem a outros, igualmente relevantes de economia e diplomacia, é da necessária prudência considerar que o custo pode extrapolar o campo da política multilateral no âmbito do Mercosul e implicar sim questões diplomáticas regionais: uma frente reunindo uma Bolívia chantageando com questões geográficas do início do século passada, secundada por uma Venezuela (que sob Chavez busca sempre um papel protagonico) tornada em "fiel da balança" e secundada com um Equador coadjuvante, é um dos cenários possíveis. É o mais provável de ocorrer? Não, mas isso não significa que a hipótese deva ser descartada. Até porque a dianteira militar que o Brasil possuía, a anos vem sendo erodida por sucessivos governos, e quando se olha a política de rearmamamento da Venezuela, Colômbia, Chile, etc, só podemos ver a irresponsabilidade de tal política. Forças Armadas sucateadas e a reabertura de questões fronteiriças são uma péssima combinação para governos que vêem suas pretensões serem contornadas e não confrontadas - seja por qual motivo for.

De novo, qual é a mensagem que queremos enviar?
Postar um comentário