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domingo, 6 de dezembro de 2009

Um Giro rápido pela AL

Neste domingo ocorrem eleições na Bolívia, sendo que o presidente Evo Morales do MAS (Movimento ao Socialismo) é apontado como o franco favorito. Ele já adiantou que gostaria de um mandato esticado para cinco anos, de forma a "acelerar" as reformas de cunho socialista e destinadas a melhorar as condições de vida das parcelas mais humildes da sociedade boliviana.

A ampliação de programas de caráter social e o crecimento econômico embalam a campanha de Morales, que é confrontado pela oposição arraigada na chamada Meia Lua, que tem no departamento (estado) de Santa Cruz de La Sierra seu epicentro. Esta região que é a mais próspera alega que vêm sendo prejudicada pelo assistencialismo do governo em relação a população mais pobre.

Pouco provável uma derrota do presidente Morales.


Em Honduras a situação permanece um imbroglio, embora perceba-se um certo rumo de normalização. O presidente deposto Manuel Zelaya vai sendo ultrapassado pela dinâmica pós-eleição, à medida em que crescem os sinais de apoio ao novo presidente Lobo. Além do próprio Zelaya, perderam o Brasil - que apesar de ter buscado um papel protagônico na crise não foi capaz de costurar uma solução -, os EUA - onde a diplomacia do departamento de estado também foi incapaz de prover um desfecho - e perderam os organismos multilaterais como a ONU e a OEA.

A necessidade de se restabelecer a normalidade das relações interestatais com Honduras e não sacrificar a população com restrições vai dar o tom das medidas seguintes. O próprio Brasil que inicialmente rejeitou o resultado, no que diga-se não foi uma voz solitária, baseou-se nas restrições que turvaram o processo eleitoral e na postura de que reconhecer o resultado seria legitimar o golpe de Michelleti contra Zelaya. Mas hoje, candidata Dilma Roussef declarou que o resultado será reconhecido. É o timming próprio da diplomacia!


E na Venezuela foi confirmado pelo governo russo a montagem de uma linha de produção local para a montagem de parte dos 100 mil fuzis de assalto kalashnikov negociados pelo governo Chavez.

O fuzil, do tipo AK-103 tinha, segundo informações de maio deste ano, que começar a ser entregue em outubro, numa partida de cerca de 28 mil armas.
A Rosoboronexport, empresa russa de exportação de armamentos, o contrato é de mais de US$ 50 milhões de dólares e inclui o treino de especialistas na Rússia.
Segundo defesa@net.com.br a Venezuela será o primeiro país a fabricá-lo, além de ser o primeiro Estado ocidental a incorporá-lo às suas Forças Armadas, substituindo o FN de origem belga e em uso a mais de meio de século.
O cumprimento total dos pacotes de armas venezuelanos depende da vontade dos russos, pois os EUA (apoiados por Israel) fizeram pressão sobre Moscou e impediram a venda de sistemas de mísseis antiaéreos S-200 para o Irã. O governo Chavez anunciou recentemente a aquisição de uma versão mais moderna (o S-300). Tudo para fins defensivos, segundo declarações de Caracas.
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