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terça-feira, 18 de maio de 2010

Novos Desdobramentos

A diplomacia tem um timing próprio, e assim sendo, as repercussões sobre o acordo obtido pelo Brasil e pela Turquia, foi alvo hoje de manifestações mais contundentes e aparentemente hostis.
Liderados pelos EUA, a França, a Inglaterra, a Rússia e até a China, que ontem se havia manifestado favoravelmente ao acordo, subiram o tom, retomaram as pressões e insistem em iniciar uma rodada de discussões destinada a impor sanções ao regime iraniano.
Este, por sua vez, declarou que continuará enriquecendo o urânio até 20% ou mais, o que possibilita a confecção de armas nucleares.
Já o Brasil e Turquia declararam sua repulsa ao endurecimento das potências quando sequer o texto oficial do acordo foi dado a conhecer a quem de direito: a AIEA.
Para as potências o discurso duro pode demonstrar a intenção de não se deixar enganar por compromissos evasivos ou dúbios.  Para os iranianos, a resposta ao endurecimento só pode ser respondido com um comportamento recíproco, mesmo interessados em romper o isolamento internacional que hoje vive.  A Liga Árabe se manifestou favorável ao acordo e a Turquia ameaça, segundo o Estadão, levar os EUA e seus aliados ao Conselho de Segurança denunciando sua postura de confrontação.
Afora a vazia ameaça turca, já que no próprio Conselho todos os citados tem poder de veto e portanto jamais alguma resolução contrária seria vitoriosa, menos espalhafatosa e mais objetiva é a declaração do chanceler brasileiro Celso Amorim: "...que o acordo negociado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Turquia eo Irã é uma chance de solução pacífica ao impasse que envolve o governo de Teerã...", segundo o portal Terra.
Enquanto o acordo não for oficialmente apresentado, discutido e avaliado pela AIEA, tudo o que temos é cortina de fumaça e demarcação de posições.
O bom é que enquanto estão discutindo...as armas permanecem guardadas!
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