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domingo, 9 de maio de 2010

Sete Notas

Irã e Brasil – Ontem o presidente Lula reagiu à declarações da diplomacia francesa de que o Brasil e ele, Lula, seriam “embromados” pelas autoridades iranianas quando da viagem presidencial a Teerã no próximo mês. Os representantes diplomáticos iranianos em Brasília também reagiram e frisaram que a França e outros países devem preocupar-se com seus assuntos internos, reafirmando o caráter pacífico de seu programa nuclear. O Brasil segue insistindo que a melhor solução são negociações.

Paraguai e Brasil: um inesperado surto guerrilheiro apareceu no Paraguai e associado a um grupo denominado de Exército Popular Paraguaio (EPP). O governo Lugo reagiu decretando Estado de Sítio em algumas províncias e os primeiros relatórios indicam vínculos deste grupo com as FARC e o PCC paulista. Se verdadeiros tais vínculos, teremos um EPP apoiado por uma organização narcoguerrilheira colombiana e uma facção criminosa que a tempos vêm se espraiando dos presídios paulistas para outros locais e objetivos.

A Crise Grega: a Grécia faliu por excesso de gastos e na tentativa de amenizar o impacto da crise global de 2008/9. O governo aumentou despesas para manter a economia funcionando, mas agora o endividamento galopante e a lenta recuperação internacional puseram de joelhos a capacidade dos gregos pagarem o que devem. Bancos europeus, especialmente da Alemanha e França, estão fortemente comprometidos com títulos gregos, e se o país aplicar um calote, Alemanha e França serão imediatamente contaminados. A Espanha, pode ser a próxima vítima de calote se não conseguir transmitir a necessária tranquilidade aos investidores, pois também está em uma delicada situação financeira.

Brasil – Programa de Rearmamento I: O primeiro dos quatro submarinos Scorpéne, de tecnologia francesa, comprados em 2008 pelo Brasil, começa a ser construído no dia 27 de maio. A cerimônia de corte das chapas destinadas à proa será realizada às 10h, no estaleiro DCNS, em Cherbourg. O relógio digital que marca a contagem para a entrega do navio, no segundo semestre de 2016, será ativado na mesma ocasião. Os outros três submarinos do tipo S-Br sairão, até 2021, do novo estaleiro que a Marinha está construindo em Itaguaí, no litoral sul do Rio. O recebimento do modelo movido a energia nuclear, o SN-Br, está definido: será em janeiro de 2022, com chances de ser adiantado um pouco, para novembro de 2021. (do Estado de São Paulo).

Brasil – Programa de Rearmamento II: sem nenhuma repercussão na mídia, o Exército recebeu mês passado os primeiros três Hind MI-35, de um pacote total de 12 aparelhos, para reforçar a capacidade militar do EB na região amazônica principalmente. O negócio orçado em quase US$ 360 milhões de dólares em 5 anos implica compensações de transferência de tecnologia que em alguns setores não identificados, será de 160%. Os aparelhos receerão a designação de AH-2, Esquadrão Sabre. ( do Blog da Defesa).

Brasil – programa de Rearmamento III: Isso é sério? O Brasil só deverá anunciar alguma posição acerca da compra dos caças Rafale no dia 17. Mas agora aparece como o “enésimo” empecilho à conclusão do negócio, uma contrapartida entre a compra dos aviões pelo Brasil e uma redução dos subsídios agrícolas na França: “Se os caças são importantes para eles, a agricultura é importante para nós” disse uma fonte não definida do governo. Assim, após impressionantes anos e uma decisão (sic) em novembro de 2007, o negócio permanece inconcluso e agora condicionado a outros temas.

Mercosul e União Europeia – Em 2009 a UE concedeu mais de 55 bilhões de euros em subsídios para a agricultura, e a França foi a principal beneficiária, porém, ainda assim, a chancelaria de Paris alerta que a UE já foi muito além do que seria cauteloso em relação a liberalizações de acesso ao bloco. Mas na reunião prevista em Madri na segunda quinzena deste mês, entre representantes da UE e do Mercosul, estará na pauta justamente um acordo visando ampliar a competitividade do segundo – do Brasil em particular – junto a UE. Num documento interno do bloco europeu, foi estimado que dependendo do grau de liberalização concedido, as perdas podem ser de 3,5 a 13 bilhões de euros, mas a crise econômica pode favorecer a posição da Alemanha e Inglaterra favoráveis a ampliar o comércio junto ao Mercosul.
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