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terça-feira, 20 de julho de 2010

Hugo Chavez É Um Perigo, Ou Está A Perigo?

Esta semana começou na Venezuela a produção local dos fuzis Kalashnikov.  Isso representa uma ameaça?  Se sim, é ameaça para quem?

O economista José Roberto Mendonça de Barros, traduziu em números a trajetória da administração chavista em 2010:
  1. O PIB deve cair este ano acima de 4,1% - isso sobre uma queda de 3,3% ano passado;
  2. A queda de investimentos é estimada entre 12,5% a 28%, dependendo da fornte;
  3. A estatal petrolífera, PDVSA, acumulou uma dívida de US$ 21 bilhões de dólares junto a fornecedores;
  4. Só este ano a retração na produção de óleo foi de 25% segundo a OPEP;
  5. A infraestrutura nacional se degrada de forma acelerada;
  6. Importadora de alimentos a Venezuela sempre foi, mas a situação piorou, e ao lado da excassez de mercadorias, a inflação não para de subir;
  7. A crise de energia que multiplicava "apagões", tornou-se este ano em "racionamento explícito";
  8. As transações comerciais entre aquele país e o Brasil estão não só em queda, como recorrentemente as transações são liquidadas com atraso.
Neste contexto, contraditoriamente, o esgotamento do regime que patrocinou uma esdrúxula exumação de um esqueleto atribuído a Bolívar e uma bizarra empulhação de que o histórico líder nacional foi envenenado, pode levar a Venezuela bolivariana não necessariamente a uma guerra.  Mas não se pode-se descartar uma aventura militar.
Esta semana a Colômbia voltou a acusar o apoio chavista aos rebeldes das FARCs e Caracas respondeu chamando seu embaixador de volta e ameaçando com um confronto.
A criação de um fato político diversivo não seria usado pela primeira vez como ferramenta de coesão interna e falsa solidariedade a um governo.  As Malvinas não estão tão longe assim no tempo e contexto.
Mas olhando este quadro acima descrito, ele pode até iniciar uma crise externa, mas é pouco provável ue possa de fato capitalizar isso a seu favor.  Mesmo com os milhares de cubanos que hoje cuidam de assuntos militares e do aparato policial na Venezuela.
De novo, como nas Malvinas, a guerra deflagrada pela junta militar argentina contra a Inglaterra foi capaz de adiar, mas não de impedir a queda do regime.
Neste caso, a própria derrota militar abreviou o colapso então.  Chavez deve pensar sobre isso.
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