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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

FX-2: Novela Interminável!

A escolha dos aviões de caça que reforçarão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) levará em conta a transferência da tecnologia usada na fabricação das aeronaves para o governo brasileiro. Foi o que disse hoje (3) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na 7ª Conferência de Segurança Internacional de Forte de Copacabana, evento que discutirá até amanhã (4) temas como desarmamento e missões de paz.
Anteriormente, Jobim havia se manifestado favorável à aquisição dos bombardeiros franceses Rafale, fabricado pela companhia Dassault. “Não é uma questão de preferência sobre este ou aquele fornecedor. Não é questão de ser belo ou feio. A questão é saber quem está disposto a transferir tecnologia para o Brasil, de capacitar o país na negociação. Se não houver disposição de capacitação nacional, do meu ponto de vista e do ponto de vista da estratégia nacional de defesa, não haverá negociações”.
O ministro lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta eleita Dilma Rousseff vão se reunir antes do término do mandato para discutir o assunto.
Jobim disse que é preciso levar em conta que o país não está comprando apenas aparelhos e equipamentos militares e, sim, capacitação nacional, tecnologia. “Evidentemente que é preciso que se tenha consciência de que a tecnologia que virá com os caças será utilizada em vários outros setores da vida do país. E todos as países envolvidos na licitação se dizem dispostos a esta transferência. Uns mais e outros menos”.
Ele ressaltou que, mesmo depois da decisão tomada pelo presidente e da concretização do acordo, a assinatura do contrato comercial levará algum tempo. A licitação para a compra dos 36 caças envolve também propostas da sueca Saab e da norte-americana Boeing.
O processo de compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) deve se estender até o fim do próximo ano, afirmou na segunda-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Segundo ele, a contratação dos 36 caças para renovar a frota da FAB incluirá a presidente eleita, Dilma Rousseff, que vai ajudar na escolha do modelo a ser contratado.
"Se houver uma decisão agora no fim do ano, é um processo que seguramente vai levar até outubro, novembro do ano que vem", disse Jobim a jornalistas após participar da 7a conferência de segurança internacional no Forte de Copacabana.
No ano passado, o Brasil abriu licitação para a compra de 36 aviões de combate num acordo que pode superar os 4 bilhões de dólares. Fazem parte da concorrência o caça francês Rafale, da Dassault, o sueco Gripen NG, da Saab, e o F-18, fabricado pela Boeing.
Em setembro, Jobim disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaria a aquisição dos caças após as eleições.
"O que pode acontecer, eventualmente, é que os presidentes Lula e Dilma decidam por uma solução, mas na hora de sentar e discutir os itens, encontrem problemas. Isso é um processo", declarou Jobim, ao lembrar que as discussões para a compra de submarinos da França levou cerca de um ano.
Jobim afirmou que, mais do que a compra, a licitação representa para o Brasil um aprendizado de como fazer caças no país.
"É uma questão de saber quem está disposto a transferir tecnologia ao Brasil e capacitar o Brasil na negociação. Se não houver disposição de capacitação nacional, não há conversa", finalizou o ministro da Defesa.
Ele não confirmou se fará parte do governo de Dilma.
Fonte: Correio Braziliense
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