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domingo, 7 de novembro de 2010

O Custo da Pirataria - Informação Mais Recente

A pirataria na costa somali obteve nova vitória contra as companhias de comércio, seguradoras, aventureiros, governos e até sobre a Força-Tarefa 150, estabelecida justamente para reprimí-la.
Até setembro deste ano, segundo a BBC Brasil citando o Bureau Marítimo Internacional (IMO), os piratas praticaram 128 ataques que ocasionaram além de mais de 700 reféns, um morto e outros 27 feridos.
Agora se noticia que o petroleiro sul-coreano Sanho Dream, capturado em abril e que transportava US$ 170 milhões em petróleo iraquiano para os EUA, será libertado este fim de semana após ser pago um resgate recorde de US$ 9,5 milhões, superando em muito o recorde anterior de US$ 2,8 milhões pago por uma embarcação cingapurense e que está sob custódia de autoridades chinesas.
Houve um acentuado acréscimo de ataques este ano, em se considerando os 5 anteriores, e atribuídos à fragilidade do governo (sic) somali.  Porém, a ineficácia das forças navais reunidas na Task-force 150, incapaz de fato de caçar, capturar ou eliminar os piratas e/ou levá-los à corte especial estabelecida no Quênia especificamente para julgar tais criminosos, aliado aos lucros potencialmente aferidos com suas ações, têm de fato sido o propulsor desta atividade.
Enquanto não se estabelecerem bases reais mínimas para que um governo somali de fato exerça sua autoridade, negando condições de abrigo para os piratas em seu litoral, que consiga impulsionar a economia local para outras atividades cuja a relação risco-lucratividade seja maior que a atual, além de se prover meios mais eficazes de combate às ações criminosas e estender a repressão também ao sul do Iêmen, os piratas continuarão a fazer vítimas.
Por enquanto elas são mais econômicas que humanas.

A Força-Tarefa Combinada 150 é um destacamento naval multinacional, baseado no Djibouti, leste da África, e reunido para monitorar, inspecionar, abordar e parar embarcações suspeitas na área marítima do Chifre da África, como parte acessória do esforço militar naval da guerra ao "terrorismo" incluindo operações no mar da Arábia, em apoio à ocupação do Iraque.

No momento, a força é composta por navios do Canadá, Dinamarca, Grã Bretanha, Estados Unidos, França, Alemanha e Paquistão. Outros países que já participaram dela são Austrália, Espanha, Portugal, Itália, Turquia, Holanda e Nova Zelândia.
O comando da força tarefa é feito em rodízio entre os países participantes, com cada um deles durando cerca de seis meses e é composta de cerca de 15 embarcações.
(Fonte: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Combined_Task_Force_150 07/11/2010 09:29)
Além disso, unidades navais da China e Coreia do Sul já estiveram operando em apoio à TFC 150.
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