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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Obama Não Quer o Brasil no CS

Fonte:  Estado de São Paulo
Segundo uma fonte do Departamento de Estado, a mudança na posição de Washington é uma possibilidade remota. Seria um "milagre". Para o governo americano, o Brasil cometeu um "pecado mortal" ao votar contra a resolução do Conselho de Segurança sobre novas sanções ao Irã, em junho.
Posição brasileira. A iniciativa brasileira teria sido mais grave que a insistente busca pelo acordo nuclear com o Irã porque "comprometeu a própria credibilidade do sistema" e deu mostras da contaminação das decisões mais sensíveis de política exterior do País pela personalidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-chanceler Celso Amorim. "Foi uma burrada", disse a fonte.
Para o Departamento de Estado, ainda não está claro se o governo de Dilma Rousseff, como continuidade da administração Lula, preservará a mesma linha de ação na área externa.
Essa dúvida começará a ser dirimida no dia 23, quando o chanceler Antônio Patriota fará sua primeira visita à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, em Washington.
Essa será a primeira oportunidade de diálogo entre EUA e Brasil sobre o passo anterior - a reforma do Conselho de Segurança, que permanece engavetada na ONU.
Nossa Opinião:  A tal fonte que classifica a decisão brasileira em relação as sanções como “burrada”, reitera uma posição desqualificadora da atuação do Itamaraty que persiste na grande mídia, e que omite o fato que não é a vontade brasileira que vai abrir esta vaga, e sim o apoio dos próprios 5 membros permanentes em dividir – digamos assim majestaticamente – o seu próprio poder de veto.  Venhamos que isso é pouco provável.
Num episódio recente, onde ventilou-se o apoio da Casa Branca à Índia no mesmo pleito – participação com poder de veto no CS – levou em consideração que descartados o tamanho continental ou sua população imensa, comparados Índia e Brasil, o fosso é acima de tudo de natureza de força militar.
A Índia têm forças militares muito maiores e modernas, tanto em terra como no ar e no mar.  Possui um programa de mísseis balísticos variado, testado e é dotada de capacidade nuclear.  De quebra, o gasto militar em relação ao PIB é igualmente assimétrica em desfavor do Brasil.  Enquanto os indianos operam centenas de jatos modernos, NAes muito mais novos que o São Paulo, lutou em várias guerras nos últimos 50 anos e têm um nível de adestramento muito maior, aqui arrasta-se por inacreditáveis 9 anos um programa de reaparelhamento da FAB com uma encomenda inicial de míseros 36 aviões!
Jamais entraremos no CS se tal for condicionado a um “favor” dos atuais detentores do poder de veto.  Portanto É UMA FALÁCIA afirmar que foi a posição diplomática brasileira, no caso das sanções iranianas, que foi responsável por uma postura do CS em vetar nossa entrada no dito Conselho.
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