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sábado, 6 de agosto de 2011

Amorim se reúne neste sábado com militares

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6 de Agosto de 2011 - 9:8
Amorim se reúne neste sábado com militares
Presidente Dilma pode participar do encontro entre o ministro e o comando. (Foto: Agência Brasil) Clique para ampliar a imagem
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Presidente Dilma pode participar do encontro entre o ministro e o comando
O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, deve se encontrar com os comandantes das Forças Armadas neste sábado (6). A informação foi dada pelo próprio ministro, ainda na sexta-feira (5), em sua primeira declaração à imprensa após o anúncio de seu retorno ao governo.
A assessoria do Ministério da Defesa afirmou ao R7 que Amorim não mobilizou funcionários da pasta para o encontro com o almirante Moura Neto, da Marinha, o brigadeiro Juniti Saito, da Aeronáutica, e general Enzo Peri, do Exército. Trata-se, portanto, de um evento extra-oficial, ainda mais porque o ministro só deve tomar posse do cargo na segunda-feira (8), em cerimônia no Palácio do Planalto.
Há, ainda, a possibilidade de que a presidente Dilma Rousseff participe do encontro entre os quatro, que pode ser realizado no Palácio da Alvorada, onde ela costuma passar os finais de semana. Seria, portanto, o primeiro encontro entre Dilma e Amorim após o anúncio da troca ministerial.
Na sexta-feira (5), a presidente reuniu os comandantes para assegurar a permanência deles em suas funções e avisar que o novo ministro não fará mudanças na estrutura militar. Dilma também pediu aos chefes das Forças Armadas que "mantenham a normalidade institucional".
Sem trânsito
O encontro será um teste para Amorim, que, segundo especialistas consultados pelo R7, vai ter uma vida difícil no cargo, principalmente na relação com os militares. Para eles, não é fácil a convivência entre um diplomata, como é o caso de Amorim, que foi Ministro das Relações Exteriores durante todo o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e as Forças Armadas.
Além disso, posições políticas do governo Lula, como o apoio a líderes questionáveis como Mahmoud Ahmadinejad no Irã e Hugo Chávez na Venezuela, que em geral são criticados pelos militares, também podem provocar mal-estar ao novo ministro.
Para o cientista político Alexandre Fuccille, pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e especialista em questões militares, Amorim não vai ter uma vida "nem fácil nem tranquila" à frente do Ministério da Defesa, "até porque os militares preferiam um nome não oriundo do Itamaraty".
- Obviamente vai ter queixas. Seja porque ele é um diplomata de formação, seja porque durante os oito anos do governo Lula a política externa foi bastante controversa. <...> Mas a crítica que houve a ele, de que existiu uma ideologização, uma esquerdização da política externa, de que havia uma política de governo, e não de Estado, como deve ser nas relações exteriores, sem dúvida pesa contra, gera um mal-estar.
Fonte: R7.com
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