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domingo, 11 de dezembro de 2011

Presidente afegão amplia prazo para fechar empresas de segurança



Por Mirwais Harooni

CABUL (Reuters) – O presidente afegão, Hamid Karzai, adiou neste domingo o prazo de até o final de março de 2012 para o encerramento das atividades das empresas de segurança privada, dando a elas até setembro de 2013 para operarem no país.

Karzai, um crítico frequente desse tipo de empresa, já havia estabelecido outras datas para o encerramento da atividade delas no Afeganistão, mas a cada vez o prazo foi estendido.

Ele não disse por que estava dando às empresas mais 18 meses, mas o segundo semestre deste ano testemunhou alguns dos ataques mais sangrentos contra civis e soldados na última década.

“Concordamos com o gabinete, e estamos dando a elas permissão (para continuarem trabalhando) por mais um ano e meio, e daqui a um ano e meio (em setembro de 2013), nosso ministro… fechará todas elas”, disse Karzai.

O gabinete ao qual se referiu é dirigido pelo Ministério do Interior. A partir de março de 2012 as empresas vão operar dentro desta organização, disse o porta-voz do ministério, Sediq Sediqqi. Depois, serão dissolvidas pelo governo e suas atividades passarão para a polícia afegã.

Karzai, falando em um evento anticorrupção na capital Cabul, disse que a prevalência de empresas de segurança privada enfraqueceu o estado ao fornecer muitos dos serviços que de outra forma seriam oferecidos pelo setor público.

“Outra razão de por que o governo afegão não é capaz de lidar com a corrupção é uma administração paralela ao governo afegão,” disse ele.

“Empresas de segurança privadas são o maior entrave à aplicação da lei, ao desenvolvimento do Ministério do Interior e da polícia,” disse o presidente.

FORÇA DE PROTEÇÃO PÚBLICA

Um ramo da polícia, a Força de Proteção Pública Afegã (APPF, na sigla em inglês), foi criada para assumir o trabalho feito pelas empresas de segurança privadas, um processo que já começou, mas algumas pessoas na área não acreditam que a APPF estará pronta.
“A extensão do prazo… não pretende de maneira alguma mostrar apoio ao trabalho feito atualmente pelas empresas de segurança privada”, disse um empreiteiro da área que opera no Afeganistão, falando sob anonimato.

“É, na realidade, uma admissão do presidente Karzai de que a APPF é incapaz de agir no prazo determinado, tanto em números quanto em experiência,” acrescentou.

Reuters





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