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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Assessor presidencial é condenado no Irã

TEERÃ - O Estado de S.Paulo
Ali Akbar Javanfekr, assessor de comunicação do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi condenado no domingo a 1 ano de prisão por ter insultado o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A punição é o mais recente desdobramento da crise política entre o Executivo, que no Irã tem poderes limitados, e a elite clerical que, de fato, governa o país. (Grifo meu:  e esta mesam elite já se pronunciou contra o desenvolvimento de uma arma nuclear!)

Diretor da agência de notícias oficial do regime, a Irna, Javanfekr é um dos assessores próximos de Ahmadinejad acusados de tentar reduzir a influência da elite religiosa no governo. Segundo seu advogado, ele tem 20 dias para recorrer da sentença. Em novembro, Javanfekr fora condenado à prisão, mas conseguira escapar da pena.
De acordo com o site Mashreghnews, Javanfekr também foi banido de partidos políticos, associações e proibido de trabalhar na imprensa estatal por cinco anos. Outras duas pessoas não identificadas ligadas à "facção deturpada" - como os clérigos referem-se aos aliados de Ahmadinejad - foram condenadas por espionagem e corrupção.
"Uma delas foi indiciada por quatro crimes e condenada a 5 anos de prisão por espionar para agências de inteligência americana, britânica e italiana", informou a agência Fars.
A crise entre Ahmadinejad e Khamenei começou em abril, quando o aiatolá reinstaurou o ministro da Inteligência Heidar Moslehi. Em protesto, o presidente saiu de cena por 11 dias.
No segundo semestre, rivais do presidente no Judiciário e no Parlamento ameaçaram tirá-lo do poder por meio de um processo de impeachment e lançaram uma onda de prisões contra seus aliados. / AP e REUTERS

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