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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Conferência de Munique propõe saída para impasse entre Rússia e Otan sobre defesa antimíssil

Víktor Litóvkin, especial para Gazeta Russa
     Um grupo de especialistas internacionais criado pela Fundação Carnegie em 2009 apresentou durante a Conferência de Segurança de Munique uma nova proposta para a defesa antimíssil na região europeia.
     Um grupo de especialistas internacionais criado pela Fundação Carnegie em 2009 apresentou durante a Conferência de Segurança de Munique uma nova proposta para a defesa antimíssil na região europeia. Segundo a agência Interfax, o grupo composto por especialistas dos EUA, União Europeia e Rússia e copresidido pelo ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Wolfgang Ischinger, o ex-ministro russo do Exterior, Ígor Ivanov, e o ex-senador dos EUA Sam Nunn propõe que as partes envolvidas troquem e avaliem conjuntamente as informações de interesse para a defesa antimíssil.
     Isso não significa que os sistemas de defesa antimíssil da Rússia e da Otan (Aliança do Atlântico Norte) serão unificados. Os dados obtidos pelos satélites russos e norte-americanos de aviso prévio de lançamentos de mísseis e pelos radares russos em Gabala e Armavir e o radar norte-americano móvel TRY-2, na Turquia, serão transmitidos para dois centos de operações comuns em Moscou e Varsóvia, onde estarão presentes militares da Rússia e da Otan. De lá, as informações serão transmitidas para os postos de comando da Otan e da Rússia, responsáveis pela tomada de decisões de lançar mísseis interceptores. O objetivo é que sejam usados mísseis de ambas as partes de acordo com cada situação de interceptação de alvos. Do lado norte-americano serão usados mísseis Aegis SM-3, baseados em terra e no mar, e do lado russo, mísseis S-300, S-400 e S-500, baseados em terra e no mar.
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