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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Rússia e China criticadas por vetar resolução da ONU sobre Síria

     É a segunda vez que a China e a Rússia impedem o Conselho de Segurança de aprovar uma resolução condenando a violência do regime contra a população que , em 11 meses, já teria deixado pelo menos 6 mil mortos, segundo estatísticas dos militantes. Em outubro de 2011, chineses e russos já haviam bloqueado o texto de uma outra resolução.
   Desta vez, 13 países aprovaram o documento que condena as “violações flagrantes” dos direitos humanos pelo regime do presidente Bashar al-Assad e exigia uma transição democrática baseada no plano de saída de crise elaborado pela Liga Árabe no dia 22 de janeiro.
     O novo bloqueio provocou reações ainda mais indignadas por ter sido efetuado horas depois de uma ação violenta das forças governamentais na cidade de Homs, reduto do movimento que pede a renúcia do presidente al-Assad. Os opositores consideram que pelo menos 230 pessoas morreram após os bombardeios contra os moradores, na operação mais violenta do regime desde meados de março de 2011.
    Para a secretária de estado norte-americana, Hillary Clinton, o veto da Rússia e China “endossam a responsabilida pelos horrores que acontecem na Síria”. O presidente francês Nicolas Sarkozy “lamentou com veemência” a decisão e afirmou que a tragédia síria deve chegar ao fim.
    O ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, acusou chineses e russos de terem “abandonado o povo sírio” e de “encorajar o reime do presidente al-Assad a cometer ainda mais massacres como o que aconteceu em Homs”. Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o papel das Nações Unidas ficou “diminuído”.
     Para a Anistia Internacional o veto é "uma traição desumana e chocante par ao povo sírio”. “ É escandaloso ver como eles bloquearam o que já era uma resolução não muito severa. Depois de uma noite onde o mundo inteiro observou o sofrimento do povo de Homs, o comportamento dos membros é particularmente chocante”, reagiu o secretário-geral da Ong, Salil Shetty.
     A Anistia Internacional afimou, no entanto, que vai continuar a pedir aos membros do Conselho de Segurança da ONU de evocar a situação da Síria na Corte Penal Internacional.

Instrumento

     Os ocidentais insistiram para que o voto no Conselho de Segurança da Onu fosse realizado neste sábado, apesar dos avisos da diplomacia russa de que o texto não lhe agradava. O país ainda mencionou a visita do chanceler Serguei Lavrov a Damasco na próxima terça-feira para tentar uma solução pacífica para a crise.
   “O Conselho de Segurança da ONU não é o único instrumento político do planeta”, afirmou o representante russo nas Nações Unidas, Vitaly Tchourkine. “ Outros instrumentos serão usados de maneira enérgica”, prometeu.
     Segundo a oposição síria, mais de 230 civis, incluindo dezenas de mulheres e crianças foram mortas em bombardeios das forças pró-regime em Homs durante a madrugada. Damasco negou ter realizado a operação e acusou os opositores de terem incitados “grupos terroristas” a atacar a cidade para influenciar o voto na ONU.
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