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domingo, 15 de abril de 2012

Pentágono e a Guerra Cibernética



A instituição está criando um sistema de compra rápida de ferramentas virtuais para defender redes militares
WASHINGTON – O Pentágono está estabelecendo um processo de aquisição rápida que permitiria o desenvolvimento de novas ferramentas de guerra cibernética em questão de dias ou meses, se isso fosse urgentemente necessário, afirmou o Departamento da Defesa dos Estados Unidos em relatório ao Congresso norte-americano.
O processo, que seria supervisionado por um novo Conselho de Administração do Investimento Cibernético, quer enxugar os procedimentos tradicionalmente lentos para aquisição de equipamento de defesa a fim de se enquadrar ao ritmo acelerado dos acontecimentos no ciberespaço, segundo o relatório.
     O Congresso, em uma lei de defesa aprovada no ano passado, instruiu o Pentágono a desenvolver uma estratégia que permitiria adquirir rapidamente armas, aplicativos e outras ferramentas de guerra cibernética. O Pentágono enviou um relatório ao Congresso no final do mês passado para delinear essa estratégia.
     Conforme o relatório, do qual a Reuters obteve uma cópia nesta quinta-feira, 12, o processo de aquisição de ferramentas de guerra cibernética pelo Pentágono terá duas linhas – uma acelerada e uma regular -, e o caminho escolhido seria selecionado de acordo com a urgência do assunto.
     “Essa estrutura permite que processos alternativos de aquisição sejam adaptados à complexidade, custo, urgência da necessidade e cronograma de implementação associados ao desenvolvimento da ferramenta de guerra cibernética que esteja sendo desenvolvida”, afirma o relatório.
     “Os programas com maior risco e maior tempo de implementação, e portanto maior custo e complexidade, serão administrados com maior fiscalização e abordagens mais centralizadas”, acrescenta.
     Sob o processo, as necessidades cibernéticas poderiam ser identificadas e definidas por muitas organizações diferentes no departamento.
     O Comando Cibernético das forças armadas norte-americanas, uma organização de combate criada quase dois anos atrás para defender as redes militares e executar operações ofensivas de guerra cibernética caso assim instruído, validaria as necessidades. O pessoal do Comando Cibernético definiria qual das duas linhas de aquisição seria usada.
     A abordagem rápida seria em geral empregada “em resposta a necessidades urgentes e críticas para nossas missões, em apoio a operações correntes ou para combater novas ameaças”, afirma o relatório.
REUTERs
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