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sábado, 2 de junho de 2012

EUA terão mais navios de guerra na Ásia, diz Panetta



Os Estados Unidos alocarão a maioria de seus navios de guerra para a região da Ásia do Pacífico até 2020, disse o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, neste sábado.
     Detalhando a mudança estratégia para a Ásia anunciada em janeiro, Panetta disse que os Estados Unidos manterão seis porta-aviões na região a longo prazo, e rebalancearão sua frota de modo que 60% de seus outros navios de guerra estejam alocados no Pacífico até 2020, comparado a 50% hoje.
     Falando num fórum de segurança em Cingapura, Panetta também procurou dissipar a ideia de que a mudança, após mais de uma década de guerra no Afeganistão e no Iraque, foi projetada para conter a emergência da China como potência global. Ele reconheceu diferenças entre as duas maiores economias do mundo em uma série de questões, incluindo o Mar da China Meridional.
     "Os dois países entendem que não há alternativa além de travarmos relações, melhorar nossa comunicação e nossa relação (entre forças armadas)", disse. "Esse é o tipo de relação madura que teremos de ter com a China, em última instância".
     Autoridades chinesas têm criticado a ênfase militar dos EUA sobre a Ásia, vendo-a como uma tentativa de pressionar o país e frustrar suas reivindicações territoriais.
     A China enviou um representante de menor escalão para o fórum Shangri-la Dialogue. No ano passado, o ministro da Defesa, Liang Guanglie, havia comparecido e conheceu o então secretário de Defesa, Robert Gates. Neste ano, o exército chinês foi representado pelo vice-presidente da Academia de Ciências Militares.
      Panetta, em compensação, foi acompanhado pelo general Martin Dempsey, a maior autoridade do Exército do país como chefe do Conjunto das Forças Armadas dos EUA, e o almirante Samuel Locklear, chefe do Comando do Pacífico dos EUA.
     Panetta estava no início de uma visita de sete dias à região para explicar a aliados e parceiros o significado prático da estratégia militar dos EUA revelada em janeiro, que exige o rebalanceamento de forças americanas com foco no Pacífico.
     A visita de Panetta à Ásia acontece num momento de tensões renovadas sobre reivindicações territoriais no Mar da China Meridional, com as Filipinas, um importante aliado dos EUA, e a China disputando o Recife de Scarborough próximo à costa filipina.
Fonte: Terra    http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2012-06-02/eua-terao-mais-navios-de-guerra-na-asia-diz-panetta.html
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