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domingo, 21 de outubro de 2012

Rússia concebe novo míssil MBIC

MBIC, Voyevoda, SS-18 Satan, defesa, míssil, segurança nuclear, novas tecnologias, armamentos

A Rússia iniciou os trabalhos de teste e projeto para a concepção, para as forças de mísseis estratégicos, de um novo míssil balístico intercontinental pesado, com propulsão a combustível líquido, para silos subterrâneos, que irá substituir o MBIC mais potente do mundo, o RS-20V Voievoda (Satã na denominação ocidental).

A fabricação do novo MBIC de 100 toneladas terá início até ao fim do corrente ano, informou o consultor do chefe das Forças de Mísseis Estratégicos coronel-general na reserva Viktor Yesin:
"No início de outubro, o ministério da Defesa da Rússia aprovou o esboço geral do projeto do novo míssil, alguns componentes foram devolvidos aos construtores para aperfeiçoamento. O fabrico do míssil terá início até ao fim do ano".
O caderno de encargos tático e técnico para a criação do novo MBIC foi aprovado em 2011. A missão de projetista principal do novo míssil coube ao Centro Estatal Makeev (distrito de Cheliabinsk). No projeto participa igualmente a empresa NPO Mashinostroyenia (distrito de Moscou). A produção ficará a cargo da Fábrica de Metalomecânica de Krasnoyarsk.
Anteriormente, o vice-diretor-geral para os sistemas estratégicos da corporação militar-industrial NPO Mashinostroyenia Andrei Goriaev tinha afirmado que para a concepção de um novo míssil balístico intercontinental pesado, com propulsão a combustível líquido, seriam necessários cerca de 10 anos. Ao responder à pergunta de quando é que as forças de mísseis estratégicos poderiam ser equipadas com o novo MBIC a combustível líquido, o mesmo afirmou que "ainda não se pode dizer com precisão".
Segundo o mesmo explicou, os prazos de conceção do míssil dependem, inclusive, "das especificações das suas características e da composição do sistema". Além disso, acrescentou Goriaev, os prazos de criação do míssil são influenciados pelo "grau de inovação e pelo grau de aproveitamento do que existe neste momento".
"Se o país não concebeu novos mísseis intercontinentais durante mais de 30 anos, é evidente que podem surgir dificuldades em diversas etapas desse processo. Não existe a possibilidade de se prevêr, desde o início, o aparecimento desse tipo de problemas", disse o vice-diretor-geral para os sistemas estratégicos da corporação militar-industrial NPO Mashinostroyenia Andrei Goriaev.
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