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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Сontrole de tecnologia de mísseis na Ásia deixa de fazer sentido

fragata tarkash



     Os estaleiros Yantar, localizados no distrito de Kaliningrado, entregaram à marinha indiana mais uma fragata porta-mísseis do projeto 11356, a Tarkash.
     Se trata da segunda de uma série de três fragatas encomendadas pela Índia em 2010. Até então, no início dos anos 2000, a Índia tinha recebido três navios desse tipo construídos em São Petersburgo. A grande diferença dos três navios construídos em Kaliningrado é o seu equipamento com mísseis de cruzeiro supersônicos pesados BrahMos. Esses pequenos navios estarão armados de mísseis com um alcance até 300 quilômetros, capazes de transpôr a DAA dos navios grandes. A fragata Teg, entregue pelos estaleiros Yantar à marinha indiana, já realizou com êxito exercícios de lançamento de mísseis BrahMos no mar.
     A China começou igualmente a instalar mísseis de cruzeiro pesados nos seus navios de superfície. Mas os chineses usam para isso navios de maior porte como os contratorpedeiros do projeto 052D em construção. Já antes, durante o ano de 2012, a Coreia do Sul tinha confirmado que estava a trabalhar na criação de mísseis de cruzeiro de médio alcance. Ainda antes dela, Taiwan obteve mísseis desses concebidos com base nos Xiong Feng antinavio. Os taiwaneses vêm os seus mísseis como um meio estratégico de contenção em caso de conflito militar com a parte continental. Se supõe que em caso extremo eles poderão efetuar ataques sérios a alvos no continente como, por exemplo, Xangai.
     Há que salientar que os mísseis de cruzeiro como o russo-indiano BrahMos ou o YJ-62 chinês, além das versões antinavio com um alcance relativamente pequeno, podem também ter versões para ataque a alvos terrestres fixos. Contudo, visto que a Rússia está limitada pelas condições impostas pelo Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis e o BrahMos é fabricado por uma empresa mista russo-indiana, o seu alcance está limitado aos 300 km. Este míssil, no entanto, tem outras vantagens. Neste momento, ele é considerado o mais rápido do mundo dos mísseis de cruzeiro fabricados em série. Para aumentar o seu raio de ação, os indianos terão de fazer modificações de forma independente. Isso é inevitável apesar de requerer tempo. Além disso, a Índia está a trabalhar no seu míssil subsônico de médio alcance Nirbhay. A China não está limitada à partida a essas limitações. Os novos navios de combate de superfície chineses poderão usar mísseis de cruzeiro com um alcance superior a 2.000 quilômetros.
      Praticamente todas as grandes potências econômicas da região tentam obter um arsenal de mísseis de cruzeiro de médio alcance de baseamento terrestre, naval e aéreo. A existência desses arsenais será um fator importante nas relações estratégicas entre elas. Simultaneamente, isso irá obrigar a investir mais nos sistemas de defesa contra os mísseis de cruzeiro: nos sistemas de mísseis antiaéreos de médio e curto alcance, assim como na aviação de caça moderna.
     Desta forma, o regime de controle da tecnologia de mísseis na Ásia vai perdendo gradualmente todo o sentido. Pelo menos no que respeita aos mísseis de cruzeiro com que podem ser equipados navios tão pequenos como fragatas ou corvetas.
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