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segunda-feira, 3 de março de 2014

Ucrânia acusa russos de 'declaração de guerra' e Putin diz que medidas são 'adequadas'

Paralelamente, chefe da Marinha ucraniana muda de lado e anuncia adesão às autoridades pró-Rússia na Crimeia

“Depois da declaração de guerra feita pela Rússia, a Ucrânia está à beira de um desastre”, definiu o premiê interino ucraniano, Arseni Yatseniuk neste domingo (02/03), no Parlamento, em Kiev. “Se Putin quer ser o presidente que iniciou uma guerra entre dois países vizinhos e amigos ele está perto de alcançar este objetivo”, acrescentou.

Em telefonema, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje à chanceler alemã, Angela Merkel, que as medidas tomadas pelo Kremlin foram “adequadas” a atual situação dos países, pois  indivíduos que falam a língua russa enfrentam ameaça "persistente" de ultranacionalistas. Já o premiê russo, Dmitry Medvedev, disse nas redes sociais que os líderes da Ucrânia tomaram o poder ilegalmente e que Viktor Yanukovich continua sendo o chefe de estado legítimo da Ucrânia segundo a constituição do país.

Efe

Soldados russos caminham neste domingo pelo porto de Sebastopol, na península autônoma da Crimeia: Putin reforçou tropas no local


Problemas na Marinha

Nesta manhã, a Ucrânia anunciou que os comandantes militares foram colocados em estado de alerta de combate suas unidades. No entanto, o comandante-chefe da Marinha ucraniana, o almirante Denis Berezovski, anunciou sua adesão às autoridades pró-Rússia da Crimeia, durante uma entrevista coletiva no porto de Sebastopol.

"Juro cumprir as ordens do comandante-em-chefe da República Autônoma da Crimeia", declarou Berezovski – para a surpresa da própria Marinha. O anúncio  veio dois dias depois de ter aceito o cargo de chefia das forças navais, proposto pelo presidente interino, Alexandre Turchinov.

Efe

Navio ucraniano ancorado nas proximidades do porto de Sebastopol, na Crimeia: Ucrânia anunciou estado de alerta de combate nesta manhã


Pouco antes, o ministro da Defesa da Ucrânia, Vladimir Zamana, chegou a negar a suposta deserção de Berezovsky, e disse que o vídeo divulgado pela imprensa russa é "uma provocação", mas pouco depois anunciou sua destituição.
 Paralelamente, o primeiro-ministro pró-Rússia da Crimeia, Sergei Axionov, anunciou também a criação da Marinha de Guerra da península autônoma.

Resposta dos EUA

Já o governo dos EUA reforçou sua disposição em cooperar com a Rússia na busca de uma solução diplomática para a crise ucraniana, mas advertiu ao governo russo que a invasão da Crimeia pode custar sanções e o isolamento internacional. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, viajará para Kiev, capital da Ucrânia, na terça-feira, para expressar o apoio americano às autoridades ucranianas perante a intervenção militar russa na Crimeia.

Banhada pelo Mar Negro, da Crimeia tem uma população de 2 milhões de habitantes, dos quais 60% são russos, 25%, ucranianos e 12%, tártaros. Além de estar na fronteira entre os dois países, o peninsula estaria em conflito também, após o governo provisório ucraniano declarar a possibilidade de uma lei que vá abolir o uso de outras línguas em circunstâncias oficiais no país.

Reprodução/ RT

Mapa apresenta delicada posição geográfica da Crimeia: península é considerada território autônomo ucraniano, mas tem maioria russa


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