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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Rússia cria na Síria uma zona impenetrável para a OTAN


Segundo Washington Post, o comandante militar da OTAN, general Philip Breedlove, reconheceu publicamente, durante uma conferência na Fundação Marshall, que a Síria e a Rússia criaram uma zona de exclusão que resulta impenetrável para todos os meios da OTAN. Zona de exclusão aérea russa na Síria. Autonomia e alcance dos ataques (em amarelo) dos helicópteros Mi-24 ‘Hind’, 240Km, (em vermelho) dos aviões de ataque ao solo Su-25 ‘Frogfoot’, 400km, (em azul) dos lançadores de mísseis S-300 a partir do cruzador Moskva no Mediterrâneo, 150km e (em cinza) dos caças Su-30s ‘Flanker’ 3000km.
Esta zona de exclusão dispõe de armas de última geração, inclusive mísseis antiaéreos S-300 PM2, instalados em barcos no Mediterrâneo, e outras terrestres como os Pantsir-S1. A zona comprende 30% da Síria e está situada ao redor da província de Latakia, onde se encontra a base aérea russa de Hamaimim e o porto naval de Tartus, utilizado por barcos de guerra russos.
Moskva, cruzador de mísseis da Rússia, apelidado de “portador-assassino” pela OTAN, passou pelo Estreito de Gibraltar e está no Mediterrâneo Oriental à disposição do comando da força naval russa na Síria.
Armamento do cruzador ‘Moskva’
-16x SS-N-12 mísseis Sandbox anti-navio
-8×8 (64) S-300PMU Favorit (SA-N-6 Grumble) mísseis de longo alcance surpefície-ar
-2×20 (40) OSA-MA (SA-N-4 Gecko) SR SAM
-1x twin AK-130 130mm/L70 armas de duplo-propósito
-6xAK-630 sistemas de armas de proximidade
-2x RBU-6000 morteiros anti-submarino
-10x (2 quin) 533mm tubos de torpedo
Couraça: blindagem Splinter
Transporta 1 helicóptero Ka-25 ou Ka-27 [fonte: RT]

Tendo pleno conhecimento de que os EUA se opunha com todas suas forças à implantação de uma presença militar russa na Síria, o Estado Maior do Exército russo decidiou instalar na Síria aviões militares russos Sukhoi em secretamente e instalar o potente sistema automatizado C-41 (comando, controle, comunicações, informática, informação e interoperabilidade), que tem permitido impor sua supremacia na guerra radio-eletrônica (Electronic Warfare – EW) contra os sistemas de reconhecimento terrestres, aéreos e por satélite dos EUA, impondo assim uma zona de exclusão para a OTAN na Síria (A2/AD Bubble).
O elemento chave no dispositivo posto em prática pelos russos está constituído pelos sistemas Krasukha-4, que realizam uma continua interferência nos radares de vigilância, nos satélites militares norteamericanos da familia de Lacrosse/Onyx, que estão baseados nos países vizinhos da Síria, nos aviões AWACS e E-8C e nos drones RQ-4 Global Hawk, MQ-1 Predator e MQ-9 Reaper.
Rússia levou para a Síria ainda outros tipos de materiais modernos que criam contramedidas, inclusive no espaço visível, infravermelho ou laser, contra os meios opto-eletrônicos de vigilância aérea e por satélite (IMINT) dos norte-americanos.

C4ISRLeia também: Revelado: Como a China e a Rússia podem destruir o F-35 dos Estados Unidos em combate.
Esta zona é obscura a todos os meios de observação terrestres, navais, aéreos e espaciais da OTAN. Não estando em condições de determinar as caraterísticas dos novos sistemas eletrônicos e de controle de fogo instalados pelos russos, a OTAN não pode neutralizá-los por meio das interferências.
Em consequência, todo trânsito ou transporte que utilize este espaço de exclusão aérea deverá contar com o acordo da Rússia. Dados os inegáveis progressos realizados pela Rússia nesses anos no domínio dos radares, os planificadores norte-americanos suspeitam que seus aviões F-22 de 5ª generação já não são “invisíveis” para os russos.
Segundo o general Breedlove, não é somente na Síria onde os russos criaram zonas de exclusão para a OTAN. Estas zonas já existem no enclave russo de Kaliningrado, no Mar Báltico, e na costa russa do Mar Negro, que inclui a Criméia.
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