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sexta-feira, 25 de março de 2016

As armas e habilidades que a Rússia mostra ao mundo na Síria.




Vitrine na Síria: armas, habilidades e outras mensagens que a Rússia envia para o mundo desde o Oriente Médio.
A Rússia organizou na Síria uma verdadeira exposição real das suas novas armas, e não apenas as armas, mas as habilidades de seu exército modernizado. E os sistemas antiaéreos S-400 que protegem o céu sobre a base aérea Jmeimim não são o único impedimento.
A guerra na Síria tornou-se uma vitrine para a estréia de diversas armas avançadas russas: mísseis de cruzeiro, navios de guerra, submarinos furtivos silenciosos, caças e bombardeiros. Mas não é apenas sobre armas.
RT tem conduzido a sua própria “classificação” dos fatores de sucesso do exército russo na Síria que levou a um cessar-fogo entre as partes em conflito no massacre sírio.
Em primeiro lugar, os dramáticos acontecimentos na Síria mostraram ao mundo o novo Exército russo. Portanto, vamos começar pela organização.
A organização

Organizar uma operação com suficiente rapidez em um teatro de guera tão remoto, uma logística tão complicada e um ambiente tão pouco “agradável”, exceto Irã e Iraque, requer habilidades, experiência, conhecimentos e procedimentos muito praticados.
O fato de que um grupo tão forte foi implantado em Latakia, quase ‘relâmpago’ e sem problemas, destaca o alto nível organizacional atingido pelo exército russo nos últimos anos.
gestão de inteligência
Cinquenta aviões de ataque e bombardeiros de épocas e tipos muito diferentes: cada um deles encontra o seu alvo. Umas 100 missões de combate diárias e quase cada missão é cumprida sem ter que procurar alvos e perder tempo no ar.
Trata-se de um mais do que evidente nível de coordenação com as tropas terrestres e obtenção ininterrupta de coleta de dados de inteligência, tanto aéreos e como terrestres.
Armas
Navios equipados com mísseis de cruzeiro Kalibr-NK
Em outubro de 2015, quatro relativamente pequenas corvetas da Frotilha russa do Cáspio, com uma precisão implacável, lançaram 26 mísseis contra 11 alvos do Estado Islâmico de uma distância de cerca de 1.500 quilômetros.
Apesar do seu pequeno deslocamento, cerca de 1.000 toneladas, navios do Projeto 21631 Buyan-M tem um enorme potencial de ataque, levando oito lançadores de mísseis de cruzeiro, além de artilharia e mísseis de classe terra-ar.
Anteriores, analistas militares dos EUA indicaram que os 3M-14T- os mísseis de cruzeiro que dispara o sistema Kalibr, com um alcance de cerca de 2.600 km e capacidade de transportar ogivas nucleares – colocam estes navios no mesmo nível que as grandes fragatas quanto ao potencial ataque.
Os analistas de todo o mundo concordam que um tal ataque foi uma demonstração para a OTAN de que a Rússia tem “mãos muito longas”, e apenas secundariamente foi realizado para fins táticos.
Conclusão: os Kalibr-NK são um bom elemento dissuasor.
O efeito da sua utilização tem sido tão notável que num curto espaço de tempo, esta classe de barcos se juntou ao grupo da Marinha russa a operar perto da costa síria.
O Tu-160 ‘Cisne Branco’ e os X-101
Os mais recentes ataques dos bombardeiros estratégicos russos Tu-160 se tornaram uma demonstração da capacidade da aviação de longo alcance russa. Em 18 de novembro de 2015 a Rússia pela primeira vez em sua história colocou em ação seus mísseis de cruzeiro ar-terra mais avançados, o X-101, adotados pela Força Aérea do país em 2013.
O míssil subsônico X-101 tem uma fantástico alcance de 5.500 quilômetros, o que excede em muito a capacidade dos seus rivais europeus e americanos.
O X-101 voa a uma altura de 30 metros a 10 km; é invisível ao radar e muito preciso com um desvio máximo da meta de não mais de 5 metros (contra um alvo fixo) e 10 metros contra um alvo em movimento em uma variedade de lançamento de 5.500 quilômetros [o antecessor do X-101, o míssil X-555 projetado para transportar carga nuclear, tinha uma margem de erro de cerca de 25-30 metros]. Este foguete combina um sistema de orientação com base inercial e via satélite baseado no sistema de navegação russo Glonass.
Há também relatos de que o X-101 tem orientação infravermelha que é ativada no fim do trajeto. A ogiva convencional desse míssil é de cerca de 400 kg de TNT. O equivalente americano desta arma russa é o míssil de cruzeiro estratégico AGM-129, que foi detectável por radares e tinha um alcance de até 3.700 km.
Mas a Rússia também tem uma versão do X-101 com ogiva nuclear, do qual há pouca informação. Trata-se do X-102, que tem um alcance de 5.000 km e também seria invisível para radares. Como o X-101, a versão nuclear voaria a baixa altitude e a uma velocidade de Mach 0,77, enquanto que a ogiva nuclear teria uma potência de 250 quilotons.
Ao contrário do X-555, o novo míssil foi projetado para ataques de precisão a longa distância, fora do alcance dos inimigos antiaéreos.

Submarinos diesel-elétricos de ataque do projeto 636,3 com mísseis Kalibr-NK
Em 17 de novembro, o submarino diesel-elétrico russo Rostov-on-Don, do projeto 636,3, atribuído à Frota do Mar Negro, lançou um ataque com mísseis de cruzeiro contra posições dos terroristas perto da cidade síria de Raqa, a “capital” do Estado islâmico no país na Síria.
Foi o primeiro caso do lançamento de um míssil de cruzeiro a partir de um submarino contra um objetivo real na história das Forças Armadas da Rússia, mas ainda não foi confirmado ou negado pelo comando naval russo.
A agencia Reuters, referindo-se a informação de funcionários dos EUA disseram que a Rússia tinha avisado os EUA sobre o lançamento simultâneo de mísseis desde o mar e de desde os bombardeiros estratégicos. De acordo com vários especialistas militares, informações sobre este lançamento de um submarino não foram reveladas pela Rússia devido a preocupações de sigilo que sempre envolve os movimentos de submarinos.
Os submarinos do projeto 636,3 pertencem à terceira geração de submarinos e são considerados um dos mais silenciosos do mundo. Eles são projetados para transportar como principal arma os mísseis do sistema Kalibr.
O Sukhoi Su-35 e Su-34
Su-34
A maioria das modernas aeronaves russas envolvidas na operação nos céus da Síria são os caça-bombardeiros Su-34 e os caças de superioridade aérea Su-35 .
O Su-34 pertencem à quarta geração de caças capazes de lidar com alvos aéreos e terrestres. Também é classificado como um bombardeiro tático capaz de lançar ataques não na linha de frente, mas também na profundidade operacional do território inimigo.
Entre as vantagens deste avião incluem a sua alta manobrabilidade e a capacidade de agir em uma altitude muito baixa. A cabine de titânio protege ambos os membros da tripulação. Também tem um equipamento avançado de navegação, mísseis de longo alcance ar-ar e radar AESA que fornece a capacidade para lutar no ar contra caças de quarta geração.
O Su-34 tem uma velocidade máxima de 1.900 km/h e um alcance máximo de ações de 4.500 quilômetros sem reabastecimento em vôo. O teto operacional atinge mais de 14.000 metros acima do nível do mar. Seus 12 pontos de ancoragem permitem ao Su-34 transportar até 8 toneladas de munição. De acordo com relatórios oficiais do Ministério da Defesa, os Su-34 usam na Síria bombas guiadas KAB-500 e mísseis X-29L guiados por laser.
Su-35
Ao contrário do Su-34, este novo jogador não ataca alvos terrestres, mas isso não diminui a importância da sua presença em um possível teatro de operações, onde apareceu apenas no momento em que o perigo de agressão militar turca surgiu.
Não carece detalhar todas as características desta aeronave impressionante, estrela indiscutível dos últimos salões aeroespaciais pertencente à geração 4 ++. Só resta mencionar que os Su-35 estão na Síria também como um elemento de dissuasão por sua evidente superioridade contra os combatentes de outros países envolvidos no conflito sírio.

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com
Fonte: RT.com
 https://dinamicaglobal.wordpress.com/2016/03/12/as-armas-e-habilidades-que-a-russia-mostra-ao-mundo-na-siria/
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