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sábado, 8 de dezembro de 2012

Poder Naval - Futuros porta-aviões britânicos navegarão sem alerta aéreo antecipado nos seus primeiros anos

“Se o novo AEW não estiver lá para protegê-los, teremos construído o mais caro alvo desprotegido do mundo”.

Fontes do Ministério da Defesa do Reino Unido (UK DoD) revelaram que a tecnologia de alerta radar que avisará os comandantes sobre a aproximação de aviões de guerra e mísseis inimigos pode não estar pronta até cinco anos após o primeiro dos porta-aviões da classe Queen Elizabeth entrar em serviço em 2017.
Os atuais helicópteros Sea King AEW da Royal Navy, que fornecem Alerta Aéreo Antecipado para a frota, deverão ser aposentados em 2016. E os seus substitutos podem não estar operacionais antes de 2022, deixando o HMS Queen Elizabeth e HMS Prince of Wales sem cobertura aérea durante os testes iniciais dos navios.
Os navios devem iniciar seus testes de mar por volta de 2017 e deverão estar operacionais por volta de 2020, o que significa que eles podem ser enviados para qualquer área em conflito ao redor do mundo.
Uma fonte militar disse: “Se o novo AEW não estiver lá para protegê-los, teremos construído o mais caro alvo desprotegido do mundo”.
A notícia do buraco nas defesas da Marinha ocorre após o lançamento do “Strategic Defence and Security Review” do Primeiro Ministro David Cameron, que cortou os aviões de vigilância aérea Nimrod e os jatos Harrier.
O Ministério da Defesa confirmou que haverá um “déficit de capacidade” em AEW a partir de 2016, e disse que os navios de guerra seriam capazes de usar seus próprios sistemas de radar para detectar ameaças quando osSea King forem retirados de serviço.
Mas os críticos alertaram que este plano trás lembranças desagradáveis da Guerra das Malvinas – o último período em que a Royal Navy não possuiu um sistema AEW.
Cinco navios foram perdidos no conflito de 1982, causando a morte de dezenas de militares e centenas de outros feridos.
“Lord” Alan West, que comandou a Marinha Real de 2002 a 2006 e comandante do HMS Ardent bombardeado nas Malvinas, advertiu ontem à noite: “Nós corremos o risco de repetir os erros do passado. Será que vamos aprender? AEW é absolutamente essencial.”
FONTE: Mailonline 
 http://www.naval.com.br/blog/2012/12/07/repetindo-o-erro-das-malvinas/#axzz2EUXgTbE1
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