Encontrei a pouco este canal de História - Leitura ObrigaHISTÓRIA e além de tratar de vários temas relevantes, é muito didático e esclarecedor.
Fica aqui a dica e este link leva a um tema pouco conhecido, apesar de cada vez mais importante atualmente, fugindo das interpretações superficiais. Destaca várias polêmicas acerca do tema e a escassez de material para se analisar o tema.
Os
sinos de alarme tocam quando a especulação desenfreada faz explodir as
“possíveis” ogivas nucleares miniaturizadas de Pyongyang.
Cuidado com os cães da guerra. As mesmas “pessoas” de inteligência
que trouxeram “malvados” bebês iraquianos de incubadoras e as Armas de
Destruição em Massa (WMDs) inexistentes, estão vendendo a noção de que a
Coréia do Norte produziu uma ogiva nuclear miniaturizada capaz de se
adequar ao ICBM recentemente testado.
Esse é o núcleo de uma análise concluída em julho pela Agência de
Inteligência da Defesa (DIA). Além disso, a inteligência norte-americana
acredita que Pyongyang agora tem acesso a até 60 armas nucleares. No
terreno, os EUA na Coreia do Norte são virtualmente inexistentes – essas
avaliações equivalem a adivinhação na melhor das hipóteses.
Mas quando comparamos as conjecturas com um documento anual de 500
páginas publicado no início desta semana pelo Ministério da Defesa do
Japão, os sinos de alarme do início tocam.
O white paper enfatiza o “avanço significativo” de Pyongyang
na corrida nuclear e sua habilidade “possível” para desenvolver ogivas
nucleares miniaturizadas capazes de se ajustar às pontas de seus
mísseis.
Essa habilidade “possível” é prejudicada em especulações definitivas. Como afirma o relatório,
“É concebível que o programa de armas nucleares da Coréia do Norte
já tenha avançado consideravelmente e é possível que a Coréia do Norte
já tenha alcançado a miniaturização de bombas nucleares em ogivas e
adquiriu ogivas nucleares”.
As mídias empresariais ocidentais dificilmente se absteriam de
metastasiar a especulação pura em um frenesi “Coreia do Norte tem
miniaturizado armas nucleares” consumindo o ciclo do noticiário
principal / manchetes de jornal. Fale sobre corações e mentes
confortavelmente entorpecidas pelo fator medo.
O livro branco japonês, convenientemente, também escalou a condenação
da China sobre as ações de Pequim nos mares do Leste e do Sul da China.
Então, vejamos as agendas em jogo. O Partido da Guerra nos EUA, com
suas inúmeras conexões no complexo industrial-militar-mídia, obviamente
quer / precisa da guerra para manter a maquinaria oleada. Tóquio, por
sua vez, apreciaria muito o ataque militar preventivo dos EUA – e
malditas as inevitáveis e maciças baixas sul-coreanas que resultariam do
contra-golpe de Pyongyang.
Ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera (Fonte: Wikimedia Commons)
É bastante esclarecido que Tóquio, para todos os propósitos práticos,
considera a China como uma “ameaça” tão séria quanto a Coréia do Norte;
O ministro da Defesa, Itsunori Onodera, foi direto ao ponto, quando
disse:
“Os mísseis da Coréia do Norte representam uma ameaça crescente.
Isso, juntamente com o contínuo comportamento ameaçador da China no Mar
da China Oriental e no Mar da China Meridional, é uma grande preocupação
para o Japão. “A resposta de Pequim foi rápida.
Kim Jong-Un, demonizedo ad infinitum, não é um tolo, e não
vai se entregar a um ritual seppuku atacando unilateralmente a Coréia do
Sul, Japão ou território dos EUA. O arsenal nuclear de Pyongyang
representa a dissuasão contra a mudança de regime que Saddam Hussein e
Kaddafi não podiam contar. Só existe uma maneira de lidar com a Coréia
do Norte, como já discuti antes; Diplomacia. Diga isso a Washington e
Tóquio.
Enquanto isso, há a resolução do Conselho de Segurança das Nações
Unidas 2371. Destinada as principais exportações da Coréia do Norte –
carvão, ferro e frutos do mar. O carvão representa 40% das exportações
de Pyongyang e, sem dúvida, 10% do PIB.
No entanto, este novo pacote de sanções não toca as importações de
petróleo e produtos refinados de petróleo da China. Essa é uma das
razões pelas quais Pequim votou a favor.
A estratégia de Pequim é uma tentativa asiática de encontrar uma
solução para salvar a carência – e isso leva tempo. A resolução 2371 do
CSNU compra tempo – e pode dissuadir a administração do Trump, por
enquanto, de metal pesado, com consequências horríveis.
O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, declarou
cautelosamente que as sanções são um sinal de oposição internacional aos
programas de mísseis e armas nucleares da Coréia do Norte. O último que
Pequim precisa é um direito nas suas fronteiras, também obrigado a
interferir negativamente na expansão das Novas Estradas da Seda, a.k.a.
Belt and Road Initiative (BRI).
Pequim sempre pode trabalhar para reconstruir a confiança entre
Pyongyang e Washington. Esse é um pedido mais alto do que o Himalaia.
Basta apenas olhar para o Quadro Acordado de 1994, assinado durante o
primeiro mandato de Bill Clinton.
O quadro deveria congelar – e até mesmo desmantelar – o programa
nuclear de Pyongyang e obrigado a normalizar as relações EUA-Coréia do
Norte. O consórcio liderado pelos EUA construirá dois reatores nucleares
de águas claras para compensar a perda de energia nuclear de Pyongyang;
As sanções seriam levantadas; Ambas as partes emitiriam “garantias
formais” contra o uso de armas nucleares.
Nada aconteceu. O quadro entrou em colapso em 2002 – quando a Coréia
do Norte foi consagrada o “eixo do mal” pelo regime de Cheney. Para não
mencionar que a Guerra da Coréia ainda está, tecnicamente, em alta; O
armistício de 1953 nunca foi substituído por um verdadeiro tratado de
paz.
Então, o que vem depois? Três lembretes.
1) Cuidado com uma bandeira falsa desenhada a culpar Pyongyang; Esse seria o pretexto perfeito para a guerra.
2) A narrativa atual é estranhamente semelhante às suspeitas
habituais que provocam desde sempre que o Irã é um batimento cardíaco
distante de “construir uma arma nuclear”.
3) A Coreia do Norte detêm trilhões de dólares americanos em
riqueza mineral inexplorada. Observe as sombras de candidatos que se
destinam a lucrar com um saque tão suculento.
Kim observa lançamento do foguete - Kyodo / Reuters
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PYONGYANG/NOVA YORK — Desafiando as recomendações
internacionais e estremecendo ainda mais sua relação com o mundo, a
Coreia do Norte anunciou neste domingo ter realizado com sucesso o
lançamento de um foguete de longo alcance que colocou em órbita um
satélite espacial. A ação, considerada pela comunidade internacional
como um teste secreto de mísseis balísticos intercontinentais, foi
condenada por Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Rússia e Reino
Unido, que convocaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança
da ONU sobre o tema e prometeram "respostas duríssimas". Aliados de
Pyongyang também se distanciaram do país pela atitude.
O
foguete foi lançado a partir da base de Dongchang-ri, no Noroeste do
país. A colocação do satélite em órbita não foi confirmada, mas uma
fonte americana de Defesa informou que o artefato parece ter chegado ao
espaço.
“Foi colocado com sucesso em órbita nosso satélite de observação da Terra Kwangmyong 4”, informou a emissora.
O ditador Kim Jong-un insiste que a ação faz parte de um programa
espacial exclusivamente científico e pacífico. No entanto, muitos países
consideram ser um teste camuflado para esconder o desenvolvimento pelo
regime da tecnologia de mísseis intercontinentais, capazes de
transportar bombas atômicas para qualquer lugar do planeta.
O secretário de Estado americano, John Kerry, classificou a medida
como uma violação às resoluções das Nações Unidas que limitam o uso de
tecnologia por Pyongyang, e a presidente da Coreia do Sul, Park
Geun-hye, definiu a operação como uma provocação. Além disso, poucas
horas depois do anúncio, os dois países anunciaram o início de
negociações para implantar no território sul-coreano um sistema
antimísseis THAAD, um dos mais modernos do mundo.
— Decidiu-se abrir oficialmente negociações sobre a possibilidade de
preparar o sistema Terminal High Altitude Area Defense (THAAD), dentro
dos esforços para reforçar a defesa antimísseis da aliança Coreia do
Sul/EUA — declarou o representante do Ministério sul-coreano da Defesa
Yoo Jeh-Seung.
A instalação do sistema é discutida há anos, com os americanos
insistindo que se trata de um elemento de despersuasão necessário frente
ao programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte. Mas China e
Rússia afirmam que a medida afetará a estabilidade da região e
desencadeará uma corrida por armamentos em uma área de equilíbrio
frágil. Enquanto isso, a Coreia do Norte afirma que se trataria de uma
tática de Guerra Fria com o objetivo de conter os governos chinês e
russo.
Foto divulgada pela TV estatal norte-coreana mostra foguete de longa alcance sendo lançado
- YONHAP / AFP
CRÍTICAS GERAIS
Para
discutir o cenário, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu neste
domingo em caráter de urgência. O lançamento do foguete, da considerado
uma violação das obrigações internacionais da Coreia do Norte, pode
levar ao reforço das sanções já aplicadas ao país, além da imposição de
novas restrições.
— Os membros do Conselho condenam fortemente o lançamento. Trata-se
de uma violação séria das resoluções do órgão — disse a repórteres o
atual presidente do Conselho, o embaixador Rafael Ramírez.
A retórica da entidade foi seguida de críticas de duas das maiores potências globais.
— Garantiremos que sejam impostas duras consequência. As
transgressões requerem uma resposta ainda mais firme — advertiu Samantha
Power, a representante americana na ONU.
O secretário de Relações Exteriores britânico, Philip Hammond,
convocou o embaixador norte-coreano e discutiu com o homólogo japonês
Fumio Kishida.
— O que faremos é tentar persuadir os chineses de que aplicar estas
restrições atende aos interesses da comunidade internacional após estas
ações extremamente desestabilizantes. SEM AMIGOS
A escalada bélica da Coreia do
Norte a tem deixado cada vez mais isolada de Rússia e China, seus
maiores parceiros. No início de janeiro, Kim Jong-un anunciou um suposto
teste com bomba de hidrogênio numa área remota de seu país, o que gerou
reações alarmadas de toda a comunidade internacional. À época, foi
registrado um terremoto de magnitude semelhante ao de outros provocados
por três exercícios nucleares realizados nos anos anteriores, o que
levou analistas a descrerem que se tratava de um teste de bomba H.
Moscou e Pequim já haviam considerado extremamente negativa a decisão de
Kim.
Homem faz exercícios em frente ao rio Yalu, que separa a China da Coreia do Norte - JOHANNES EISELE / AFP
A
porta-voz da Chancelaria chinesa, Hua Chunying, se limitou a dizer que o
país “lamenta a insistência” dos norte-coreanos em seus esforços
bélicos. O embaixador de Pyongyang foi chamado para dar explicações.
— Kim cometeu muitos erros. Este é um dos maiores. É difícil saber
qual abordagem a China tomará após este caso — disse ao “New York Times”
Cheng Xiaohe, da Universidade de Renmin, que ainda considera improvável
um distanciamento radical entre os países, uma vez que Pequim teme
agravar o isolamento do vizinho comunista.
Imediatamente unida aos coros de protesto pelo lançamento, a Rússia
também optou por tornar público o endurecimento de sua retórica contra a
Coreia. O Ministério das Relações Exteriores disse que o lançamento se
trata de “um novo desdém audacioso às normas da lei internacional”.
“É óbvio que estas ações levam a um sério agravamento da situação na
Península Coreana e no entorno como um todo, além de fazer um dano sério
à segurança regional, inclusive à da própria Coreia do Norte”, disse a
Chancelaria em nota. “Exortamos urgentemente a liderança do país a
pensar se a política de se opor à comunidade internacional é de
interesse nacional.”
O serviço de propaganda da Coreia do Norte publicou recentemente no
YouTube um material intitulado "Tempestade de fogo atingirá a sede da
guerra". No vídeo, composto principalmente por registros de desfiles
militares na capital norte-coreana e lançamentos de mísseis, o exército
local ataca o Capitólio e a Casa Branca.
Ao comentar o ataque imaginário, o locutor diz: "A Casa Branca está
na mira de nossos mísseis de longo alcance, enquanto a capital da guerra está
na zona de alcance de nossa bomba atômica".
Segundo especialistas da CNN, porém, a Coreia do Norte não possui armas
nucleares e levará muito tempo para criá-las.
"Os EUA não aceitarão que a Coreia do Norte se torne uma potência
nuclear. Não ficaremos de braços cruzados à espera de que a Coreia do Norte
construa mísseis nucleares e os aponte contra os EUA", disse o porta-voz
da Casa Branca, Jay Carney.
"Anunciamos recentemente a intenção de desenvolver nosso programa
de defesa antimíssil. Isso reflete nossas preocupações a respeito da ameaça por
parte da Coreia do Norte", acrescentou.
Por um lado, a Casa Branca admite que a Coreia do Norte não tem e nem terá
mísseis nucleares porque os EUA não permitirão que isso ocorra. Por outro, os
EUA continuam reforçando seu escudo antimíssil no Extremo Oriente.
Falsa defesa
Isso ocorre, porém, porque desejam se defender da China, e não da Coreia
do Norte. Os lançamentos de mísseis, os testes nucleares e a retórica belicosa
do governo norte-coreano dão
motivos aos EUA para aumentar
sua força antichinesa.
De acordo com especialistas do Instituto Russo de Estudos sobre os EUA
e Canadá, a China possui entre 180 e 200
ogivas nucleares, das quais entre 40 e 50 podem atingir o território
norte-americano (nas regiões do Alasca, Havaí e na costa do Pacífico). Além
disso, a China possui centenas de mísseis de médio alcance.
Da mesma forma a principal frota de submarinos nucleares
norte-americanos se encontra no Pacífico, e não no Atlântico, como durante
Guerra Fria. A base de Bangor aloja oito submarinos porta-mísseis balísticos
norte-americanos, dos quais seis estão em uso.
No total, são 192 lançadores de mísseis balísticos, dos quais 156 estão em uso. Na base de Kings Bay,
há apenas seis submarinos, dos quais quatro estão em uso. Isso equivale a 145
lançadores, dos quais 96 em uso.
Portanto, os EUA possuem cerca 130 mísseis balísticos, com mais de 500
ogivas nucleares e tempo de voo de 10
a 15 minutos, instalados em submarinos, para poder
desarmar a China.
Em caso de perigo, 30 mísseis interceptores estratégicos GBI no Alasca e
seis na Califórnia serão suficientes para interceptar as poucas ogivas chinesas
que escaparem da destruição
durante um ataque por
parte dos EUA.
Os mísseis de médio e curto alcance chineses serão combatidos pelos
mísseis Patriot PAC-3, que estão sendo vendidos pelos EUA ao Japão, Coreia do
Sul e Taiwan, e pelos mísseis SM-2 e SM-3 instalados em navios.
Em 2010, dos 21 navios equipados com o sistema Aegis, 18 estavam no
Oceano Pacífico. Além disso, o secretário de Defesa dos EUA, Chuck
Hagel,
anunciou no dia 16 de março que os EUA instalarão mais 14 sistemas
antimíssil no Alasca e mais um radar no Japão, além de examinar a
possibilidade de criar
em seu território o terceiro conjunto de mísseis armazenados em
depósitos.
Combatendo mísses norte-coreanos inexistentes
A China é o principal patrocinador político e econômico da Coreia do
Norte. Mesmo assim, não conseguiu dissuadir o governo norte-coreano de realizar
testes de mísseis: o enviado especial da China na Coreia do Norte teve seu
pedido de audiência negado.
O gesto pouco amistoso em relação a Pequim demonstrou quão
importante foi para o governo norte-coreano realizar os testes e, aparentemente, reforçar a posição de seu jovem
líder.
Como resultado, a China aprovou as sanções da ONU contra a Coreia do
Norte. Pelo visto, é a única maneira possível de chamar o governo norte-coreano à razão.
Por outro lado, a atual situação pode estimular um estreitamento na
cooperação entre Moscou e Pequim contra os EUA em matéria de defesa antimíssil.
Já em maio do ano passado, durante a cúpula da SCO (do inglês,
Organização de Cooperação de Xangai) em Pequim, Rússia, China e os demais
integrantes da organização condenaram os planos dos EUA de instalar um escudo
antimíssil na Europa e na Ásia.
A Rússia encara o escudo antimíssil norte-americano na Europa como a
principal ameaça a sua segurança nacional. A China também duvida que a
instalação de elementos terrestres e navais do escudo antimíssil
norte-americano no Japão, Taiwan, Coreia do Sul e Filipinas se deva unicamente
às preocupações dos EUA com o programa nuclear da Coreia do Norte.
"O aumento unilateral e ilimitado do potencial do escudo antimíssil
por um Estado ou grupo de Estados pode prejudicar a segurança internacional e a
estabilidade estratégica", diz a Declaração dos
Chefes de Estado da SCO aprovada em Pequim. Talvez seja tempo de Moscou e Pequim
adotarem fórmulas mais concretas.
A Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira que fez o
lançamento bem-sucedido de um foguete que pôs um satélite em órbita pela
primeira vez a partir de seu próprio território, ação de orgulho
nacional que acontece semanas depois da arquirrival Coreia do Norte ter conquistado feito similar. Dezembro: Coreia do Norte Lança Foguete com Sucesso e Desafia Alertas Internacionais
AP
Foguete sul-coreano é lançado de Centro Espacial Naro em Goheung
O foguete sul-coreano foi lançado de plataforma
na vila costeira de Goheung, no sudeste do país. Minutos depois,
autoridades científicas disseram aos espectadores felizes que o foguete
havia posto um satélite de observação em órbita. As autoridades esperam
saber na quinta-feira se o satélite está operando como pretendido.
O lançamento é o resultado de anos de esforços da Coreia
do Sul - a quarta maior economia da Ásia - de avançar seu programa
espacial e cimentar sua posição como base tecnológica cujos
semicondutores, smartphones e automóveis atraem uma demanda mundial. O
programa de foguetes de longo alcance da Coreia do Norte, em contraste,
estimulou temores internacionais de que o país está se aproximando cada
vez mais de desenvolver mísseis nucleares capazes de atingir os EUA. Dia 23:Coreia do Norte ameaça com "dissuasão nuclear".
O sucesso da Coreia do Sul acontece em meio ao aumento de tensão na Península Coreana após a ameaça do regime de Pyongyang de explodir seu terceiro artefato atômico. O plano foi anunciado pela Coreia do Norte em reação a novas sanções internacionais após o lançamento do foguete em 12 de dezembro. Para o regime
comunista, seus rivais têm padrões duplos em relação aos programas
espaciais das duas Coreias. Dia 24: Coreia do Norte planeja terceiro teste nuclear e admite ter o EUA como alvo.
Washington e Seul descreveram o lançamento de foguete
norte-coreano como um teste disfarçado de um míssil balístico,
tecnologia que Pyongyang é proibido de deter. Recentemente, o regime
comunista reconheceu que seus foguetes de longo alcance têm usos
científicos e militares, e Kong Chang-duk, professor na Universidade de
Chosun, na Coreia do Sul, disse que o mesmo pode se aplicar a Seul.
A Coreia do Sul pode eventualmente ser capaz de
"construir mísseis melhores e investigar a Coreia do Norte com satélites
melhores", disse. "Há objetivos duplos na tecnologia espacial."
Já há satélites sul-coreanos no espaço, lançados de
países que incluem o Japão, os EUA e a Rússia. Seul tentou e fracassou
em lançar satélites de seu próprio solo em 2009 e 2010; tentativas mais
recentes foram abortadas no último minuto.
Especialistas dos EUA descreveram o satélite
norte-coreano como instável e afirmaram que parece não estar
funcionando, embora Pyongyang diga o contrário.
*Com AP http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-01-30/coreia-do-sul-lanca-foguete-semanas-depois-da-coreia-do-norte.html
Caso a centro-esquerda vença a próxima
eleição no sul, condições para uma reunificação parcial ganhariam muita força
A Coreia voltou ao palco mundial como um
ponto central da cena geopolítica nessa década. Ela irá afetar de maneira
importante o futuro da China, do Japão, dos Estados Unidos e talvez da Rússia
também. Porém, paradoxalmente, seu futuro depende principalmente dela mesma.
A Coreia é um caso raro – um país com uma
história muito longa como entidade política e cultural, com vários graus de
unidade como um reino único. Nos tempos modernos, era um estado independente
até que o Japão transformou-a num protetorado em 1905, e depois anexou-a, em
1910. A derrota japonesa na II Guerra acabou com seu domínio sobre a Coreia.
Nos últimos dias da guerra, tropas norte-americanas e russas entraram no país,
encontrando-se no paralelo 38. Dois estados surgiram, a República Popular
Democrática da Coreia (ou Coreia do Norte) e a República da Coreia (Coreia do
Sul).
Em 1950, as duas Coreias envolveram-se
numa guerra. Como ela começou ainda é assunto de controvérsia. Os Estados
Unidos, aproveitando a ausência da União Soviética no Conselho de Segurança,
foram capazes de mobilizar a ONU em apoio militar da Coreia do Sul. Tropas de
16 nações foram enviadas ao país, sob o guarda-chuva das Nações Unidas, apesar
de os soldados norte-americanos constituírem mais de 80% do total. Logo depois,
as tropas chinesas entraram na Coreia do Norte para defendê-la contra os
exércitos dos Estados Unidos/ONU. A Guerra da Coreia tornou-se então também (e
principalmente), uma guerra entre China e Estados Unidos.
Chamado de "fundador" e
"líder eterno" da Coreia do Norte, Kim il Sung governou o país por 45
anos
Em 1953, o conflito estava em um beco sem
saída, e os dois lados assinaram uma trégua, em uma fronteira que quase coincidia
com o paralelo 38. Em suma, a guerra terminou em empate. Tecnicamente, nunca
terminou. Não há tratado de paz, mas também não há guerra, apesar de ainda
existir uma grande hostilidade e escaramuças, de tempos em tempos. Em 1957, os
Estados Unidos romperam uma cláusula do acordo de trégua e introduziram armas
nucleares na Coreia do Sul, sob protestos dos norte-coreanos.
Em 2003, depois do colapso da União
Soviética, a Coreia do Norte retirou-se do Tratado de Não-Proliferação Nuclear
e buscou conversações bilaterais com os Estados Unidos, em um tratado de
não-agressão. Os Estados Unidos recusaram as conversações bilaterais, mas
propuseram conversações entre seis países, que incluiriam também Coreia do Sul,
Japão, China e Rússia. Em 2006, a Coreia do Norte anunciou um teste nuclear e,
em 2009, comunicou que havia produzido uma arma nuclear. Nos últimos dias,
alguns intelectuais sul-coreanos designaram a situação com um neologismo. Eles
dizem que a Península Coreana está em um estado de “impacificação” [peacelessness].
O objetivos dos Estados Unidos em levar a
Coreia do Norte a rechaçar armas nucleares não foi alcançado. Por outro lado,
este país tem sofrido, há muito tempo, escassez aguda de alimentos,
parcialmente explicada pela insistência do regime em priorizar os gastos
militares.
O nacionalismo coreano é extremamente
forte, e tanto o sul quanto o norte afirmam buscar uma reunificação. Mas em que
termos? O nível de suspeita mútua é alto. E a atitude da Coreia do Sul frente a
essa perspectiva divide profundamente os sul-coreanos.
Em 1961, o sul-coreano Park Chung-hee
liderou um golpe de estado militar e governou como ditador até 1979, quando foi
assassinado. Park acreditava que a reunificação era apenas possível e desejável
se envolvesse a queda do regime norte-coreano. Em 1980, estudantes lideraram
uma revolta criticando os Estados Unidos e pedindo a democratização do regime.
O movimento foi brutalmente reprimido.
Depois disso, forças conservadoras
dominaram a política sul-coreana até que um partido de centro-esquerda,
liderado pelo dissidente Kim Dae-jung, ganhou as eleições, em 1997. Ele
inaugurou a chamada Sunshine Policy. O nome se refere a uma fábula de Esopo,
segundo a qual é mais fácil fazer uma pessoa tirar seu casaco se o dia está
ensolarado do que quando há ventania. A política teve como foco procurar formas
concretas de cooperar com a Coreia do Norte e repudiar qualquer tentativa de
absorver o país vizinho. Kim ganhou o Prêmio Nobel da paz em 2000 por sua
política, continuada por seu sucessor, Roh Moo-hyun, que governou entre 2003 e
2008.
Em
2008, os conservadores ganharam novamente a Presidência, em parte porque a
abertura à Coreia do Norte não obteve sucesso e em parte por causa de
escândalos que afetaram o governo de Roh. O novo presidente, Lee Myung-bak,
repudia ferozmente a Sunshine Policy, e adotou uma política hostil, ainda mais
que a dos Estados Unidos.
Hoje parece claro que nem a China, nem os
Estados Unidos, nem Japão ou até mesmo a Rússia atuam em favor da reunificação.
Todos preferem as coisas como estão. Ainda assim, as forças favoráveis a
reunificar as Coreias ao longo da próxima década parecem mais fortes.
Há dois fatores nessa nova situação. Um é
a aproximação da eleição na Coreia do Sul, marcadas para 19 de dezembro. Os
conservadores promovem a filha de Park Chung-hee, Park Geun-hye, que tem
insistido na defesa total da política de seu pai.
As forças de centro-esquerda estão
atualmente divididas entre dois candidatos. Moon Jae-in é o candidato do
partido de centro-esquerda e defende a renovação da abertura à Coreia do Norte.
Também concorre um candidato independente, Ahn Cheol-soo, que se apresenta como
um candidato anti-político, apelando para aqueles que estão descontentes com os
dois partidos. Porém, seu programa é virtualmente idêntico ao de Moon.
O presidente sul-coreano Lee Myung-bak, de
viés conservador, ao lado de George W. Bush
As pesquisas mostram que, se os dois
candidatos de centro-esquerda permanecerem na corrida, o conservador ganhará.
Entretanto, as pesquisas também mostram que se um dos dois se retirar em favor
do outro, as forças de centro-esquerda provavelmente vencerão. A probabilidade
disso ocorrer é alta. A grande questão é quem fará isso.
Se as forças de centro-esquerda ganharem,
qual será a resposta da Coreia do Norte? Ninguém sabe. Mas todos perceberam que
as movimentações iniciais do novo líder do país comunista, Kim Jong-un, parecem
ser diferentes da política de seu pai, Kim, Jong-il. Ele parece estar mais
preocupado em assegurar um aumento da renda real para o norte-coreano comum, e
mais aberto a mudanças. Pode acolher um pouco de sol vindo do sul.
Se
as forças de centro-esquerda ganharem no sul e o novo líder no norte for de
fato mais aberto, o mundo pode assistir, na próxima década, ao surgimento de
algo como uma confederação suave entre norte e do sul – ignorando o medo real
da China e dos Estados Unidos.
Uma Coreia reunida terá um impacto enorme
na geopolítica do nordeste asiático, e na própria geopolítica mundial.
Possivelmente, servirá de moderadora entre a China e o Japão, e pode viabilizar
o surgimento de uma estrutura comum entre os três estados. Pode resultar na
transformação da Coreia do Sul, Japão e Taiwan em potências nucleares.
Além disso, uma Coreia unificada irá se
somar ao reposicionamento do Egito e à posição geopolítica cada vez mais forte
do Brasil, para consolidar a redistribuição de poder geopolítico no mundo
inteiro.
E, permitam-me a repetição, isso está nas
mãos dos próprios coreanos.
(*) Immanuel
Wallerstein é um sociólogo norte-americano e professor na Universidade de Yale.
Texto publicado originalmenteem português pelo blog Outras Palavras. Tradução:
Daniela Frabasile.
Os Estados Unidos alocarão a maioria de
seus navios de guerra para a região da Ásia do Pacífico até 2020, disse o
secretário de Defesa americano, Leon Panetta, neste sábado.
Detalhando a mudança estratégia para a Ásia anunciada em janeiro,
Panetta disse que os Estados Unidos manterão seis porta-aviões na região a
longo prazo, e rebalancearão sua frota de modo que 60% de seus outros navios de
guerra estejam alocados no Pacífico até 2020, comparado a 50% hoje.
Falando num fórum de segurança em Cingapura, Panetta também procurou dissipar
a ideia de que a mudança, após mais de uma década de guerra no Afeganistão e no
Iraque, foi projetada para conter a emergência da China como potência global.
Ele reconheceu diferenças entre as duas maiores economias do mundo em uma série
de questões, incluindo o Mar da China Meridional.
"Os dois países entendem que não há alternativa além de travarmos
relações, melhorar nossa comunicação e nossa relação (entre forças
armadas)", disse. "Esse é o tipo de relação madura que teremos de ter
com a China, em última instância".
Autoridades chinesas têm criticado a ênfase militar dos EUA sobre a
Ásia, vendo-a como uma tentativa de pressionar o país e frustrar suas
reivindicações territoriais.
A China enviou um representante de menor escalão para o fórum Shangri-la
Dialogue. No ano passado, o ministro da Defesa, Liang Guanglie, havia
comparecido e conheceu o então secretário de Defesa, Robert Gates. Neste ano, o
exército chinês foi representado pelo vice-presidente da Academia de Ciências
Militares.
Panetta, em compensação, foi acompanhado pelo general Martin Dempsey, a
maior autoridade do Exército do país como chefe do Conjunto das Forças Armadas
dos EUA, e o almirante Samuel Locklear, chefe do Comando do Pacífico dos EUA.
Panetta estava no início de uma visita de sete dias à região para
explicar a aliados e parceiros o significado prático da estratégia militar dos
EUA revelada em janeiro, que exige o rebalanceamento de forças americanas com
foco no Pacífico.
A visita de Panetta à Ásia acontece num momento de tensões renovadas
sobre reivindicações territoriais no Mar da China Meridional, com as Filipinas,
um importante aliado dos EUA, e a China disputando o Recife de Scarborough
próximo à costa filipina.
Em reunião com
Kim Yong-Il, um alto oficial do governista Partido dos Trabalhadores da Coreia
do Norte, Hu pediu maior cooperação com seu tradicional aliado. A China é o
único grande aliado e uma fonte de suporte econômico para a isolada nação
asiática.
"Nós
vamos...fortalecer os laços estratégicas e a coordenação em grandes assuntos
internacionais e regionais com o propósito de resguardar a paz duradoura e a
estabilidade na península coreana", disse Hu.
Os comentários
de Hu se seguem ao lançamento pelos norte-coreanos, em 13 de abril, de um
foguete que teria o objetivo de colocar um satélite em órbita. O foguete se
desintegrou minutos após ser lançado. Para o Ocidente, o lançamento foi um
pretexto para um teste disfarçado de míssil.
Os Estados
Unidos e outros países afirmam que o lançamento violou as sanções impostas aos
norte-coreanos pela Organização das Nações Unidas (ONU). O Conselho de
Segurança da entidade também condenou a atitude de Pyongyang e prometeu
endurecer as restrições ao país.
A Xinhua não fez
nenhum menção ao episódio, mas a China já expressou desconforto com o ato de
desafio de seu vizinho. As informações são da Dow Jones.
Numa análise dos
efeitos das sanções impostas a República Islâmica do Irã Dr. Paul Craig Roberts
ressalta muitos aspectos importantes da questão. Alguns desses aspectos apresentaremos aqui,
mas para uma completa avaliação desse seu estudo veja o seu trabalho original.
[1]
De acordo com Dr. Craig Washington está
tentando obrigar o mundo a derrubar o sistema do direito internacional, o qual
se baseia nos tratados internacionais. Washington está a emitir decretos de
carácter imperial onde estabelece por cada vez que é a sua palavra que é a lei internacional.
Nesse sistema imperial qualquer país (com
a exceção dos escolhidos por Washington)
que se dedique a negócios com o
Irã ou ao importe do seu petróleo será castigado pelos Estados Unidos. Esse
país não terá acesso ao mercado
americano e o seu sistema bancário não
conseguirá usar o sistema internacional de pagamentos.
Isso quer dizer que Washington se dá a
liberdade de impingir sanções a todos os países que se atrevam a desafiar
a sua vontade.
O Japão e dez países da União Européia
tiveram privilégios especiais
dispensados pelos Estados Unidos para
poder continuar a comprar petróleo do Irã. Eles foram os escolhidos por
Washington, como apresentou o
"Christian Science Monitor".
O
Dr. Roberts ressalta aqui que os Estados
Unidos estão então exigindo que outros
países de grande peso abram mão dos interesses de suas economias para cumprir com suas obrigações de ajudar
Washington na vendeta desse contra o
Irã.
Vendetta essa que já vem de mais de 30
anos, ou seja, desde que a República
Islâmica do Irã derrubou o governo de marionetes do então Xá do Irã. Isto
continuaria então a ser mais do que
Washington consegue engolir.
Dr. Roberts ressalta também que os Estados
Unidos agem arbitrariamente mesmo em relação as "dispensas" econômicas que distribui a bel-prazer.
China, Índia, Turquia e a Coréia do Sul
não receberam nenhuma dispensa. A Índia
e a China são os maiores importadores do petróleo do Irã. A Turquia e a Coréia
do Sul estão entre os dez maiores importadores do petróleo do Irã.
Quais são os argumentos que Os Estados
Unidos apresentam contra o Irã? Simplesmente nenhum argumento de peso. É o
mesmo truque que o empregado no caso do
Iraque.
Irã, ao contrário de Israel assinou o
tratado de não-proliferação de armas nucleares. Todos os países que
assinaram esse tratado tem o direito a
energia nuclear. Washington diz que Irã está violando esse tratado através de
se por a desenvolver uma arma nuclear. Não há e nunca houve alguma evidências para comprovar essas afirmações.
Os
dezesseis serviços de inteligência de Washington dizem unanimamente
que Irã desde 2003 não deu nenhum motivo para suspeitas quanto a um programa de armas nucleares. Os inspetores da
Agência Internacional de Energia Atômica estão no Irã e tem apresentado
relatórios de que não há nenhum caso de diversificação de material.
Nas raras ocasiões em que Washington é
confrontado com esses fatos uma reviravolta é imediatamente feita. É dito que
apesar de todos os direitos que Irã possa ter através da sua assinatura do
tratado de não proliferação Irã não pode ter um programa de energia
nuclear porque seria então capaz de, no
futuro, poder fazer uma bomba [!]
O imperador decide unilateralmente que a
possibilidade de que Irã algum dia no futuro decida fazer uma bomba é um risco
muito grande para poder ser tomado. É então melhor deixar o preço do petróleo
se desenfrear assim como deixar a economia internacional desgovernada, além de
se violar a lei internacional e arriscar
uma grande guerra do que se preocupar,
que num futuro impreciso, alguma decisão possa ser tomada quanto a
construção de uma arma nuclear.
Washington nunca explicou o grande risco
que vê numa possível capacidade do Irã de poder construir armas nucleares.
Porque seria então esse risco muito maior que os riscos associados com as armas
nucleares da União Soviética, ou com as armas nucleares dos Estados Unidos,
Rússia, China, Israel, Paquistão, Índia e Coréia do Norte?
Irã é relativamente um país pequeno
[apesar de contar com uma população de cerca de 70.000.000 hab]. Irã não tem ambições de dominância sobre o
mundo e ao contrário de Washington Irã
não está em guerra com uma dúzia de países.
Dr. Paul Craig Roberts ressalta ainda que
as sanções com que os Estados Unidos pretendem abater o Irã acabarão por cair
com muito mais força sobre ele próprio.
O que os Estados Unidos poderiam fazer se
a Índia, a China, a Turquia e a Coréia não sucumbirem as ameaças e continuarem
a importar seu petróleo do Irã? O que
aconteceria se os Estados Unidos
impusessem suas sanções a Índia e
a China?
Aqui temos que as prateleiras das maiores
cadeias de supermercados americanos ficariam as moscas. Ficariam vazias e logo,
logo os interesses particulares
americanos estariam batendo nas portas da Casa Branca e batendo com força.
Poderosos fabricantes americanos de
computadores assim como os poderosos dos grandes interesses econômicos e
financeiros que puseram sua produção na China veriam seus lucros e mais valias
evaporarem-se. Juntamente com seus aliados da Wall Street iriam todos a desencadear-se sobre a Casa
Branca. O dinheiro da China pararia de fluir para dentro dos EUA e portanto o
peso do débito dos mesmos se faria
sentir a ponto de caimbras.
Em relação a Índia, as operações dos bancos, das companhias dos cartões de crédito e os
serviços de utilidades ao consumidor dos Estados Unidos parariam de funcionar.
O caos se estabeleceria. Essa seria a recompensa dos mesmos pela
globalização que eles próprios perpetraram.
Os Estados Unidos, como um país unificado, não é mais um país independente.
O país é agora propriedade dos interesses americanos que se
estabeleceram no exterior, assim como
dos países estrangeiros onde esses interesses econômicos americanos localizaram
sua produção. Sanções contra a Índia e a China seriam sanções voltadas
diretamente contra os Estados Unidos.
Dr. Roberts pergunta-se se a China, a
Índia, a Coréia do Sul e a Turquia estão conscientes do seu poder de pôr os
Estados Unidos de joelhos ou se estes
estariam tão cegos quanto a Europa e o resto do mundo que ainda acreditam que estão a falar com um todo-poderoso.
Irá a China ou a Índia, ou ambas, reivindicar
sua independência e exercer seu de-facto poder ou irão cada uma por si ou
conjuntamente sucumbir as manhas de
Washington? Continuaram elas a reivindicar seus interesses e continuar com seus
importes do petróleo iraniano?
Também não se pode descartar o papel das
possíveis chantagens atrás de portas fechadas. Quanto custará aos Estados
Unidos o reconhecimento feito pela China e a Índia de que Washington usa um
poder ditatorial sobre o resto do mundo? A retirada da frota americana dos
horizontes do Mar da China?
Sem concessões da China e da Índia
Washington ficaria numa situação de periferia.
Um país que não tem uma base industrial e
que só pode imprimir notas e instrumentos de débito não é um país poderoso.
Referências e
Notas:
[1] Dr. Paul Craig Roberts, "Washington Leads The World Into
Lawlessness" (Washington Está
Levando o Mundo A Ilegalidade) - em
www.paulcraigroberts.org e
em www.globalresearch.ca
A Coreia do
Norte entenderá como "uma declaração de guerra" a intercepção do
satélite que pretende pôr em órbita em meados deste mês, informou nesta
sexta-feira (6) a agência sul-coreana "Yonhap".
Desta forma, o regime comunista responde
às intenções de Seul e Tóquio de derrubá-lo se representar uma ameaça a seus
territórios. Em comunicado emitido pela agência estatal norte-coreana
"KCNA", um porta-voz do Comitê de Reunificação Pacífica da Coreia em
Pyongyang afirmou também que a intercepção do satélite implicaria "uma
tremenda catástrofe".
O regime comunista voltou a ressaltar que
"o mundo já conhece" a natureza científica e pacífica do lançamento
do satélite, ao tempo que reiterou que a "transparência" do evento
está assegurada.
Para rebater as críticas internacionais,
que consideram o lançamento um teste balístico encoberto, Pyongyang convidou
jornalistas e analistas estrangeiros a assistirem ao evento, que planeja
realizar entre os dias 12 e 16 de abril.
A ameaça de Pyongyang acontece depois de
Coreia do Sul e Japão terem anunciado seus planos de interceptar o satélite
norte-coreano se este desviar-se de sua trajetória prevista. Neste sentido, o
Japão determinou na quinta-feira o desdobramento de um sistema de mísseis
terra-ar em quatro pontos da província de Okinawa (ilhas ao sul), uma área que
deverá ser sobrevoada pelo foguete.
A Coreia do Sul planeja, por sua vez,
desdobrar dois destróieres no litoral oeste do país com capacidade para
derrubar o satélite e avisou que acompanhará sua trajetória, já que pode supor
um grave risco para sua segurança.
Fonte: Último
Segundo http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/interceptacao-de-missil-sera-declaracao-de-guerra-diz-coreia-do/n1597733997243.html