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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Rússia produzirá nova versão do T 160 - Dinâmica Global

A Rússia pretende produzir anualmente 30-50 portadores de mísseis estratégicos Tu-160M2 atualizados.
MOSCOW (Reuters) – A Federação Russa de Aeronaves (UAC) planeja a fabricação em série de bombardeiros estratégicos Tu-160M2 atualizados em 2022 de até 50 unidades por ano, disse o presidente da UAC, Yuri Slyusar, na terça-feira.

A mais nova encarnação do supersônico Tu-160 da Rússia, uma das mais formidáveis armas de Moscow, deverá ter o dobro da funcionalidade de sua versão atual.
Em novembro de 2015, os bombardeiros mais rápidos do mundo invocaram o inferno contra os terroristas do Daesh na Síria com mísseis de cruzeiro Kh-555 e Kh-101.
Um ano depois, o vice-ministro da Defesa, Yuri Borisov, anunciou que as Forças Aeroespaciais russas adquirirão cerca de 50 aviões Tu-160M2 atualizados. A designação M2 indica que esta é a versão mais recente do maior, mais pesado e mais rápido bombardeiro da Rússia, que a empresa Tupolev apelidou de ‘Cisne Branco’ e a OTAN conhece como ‘Blackjack’.
O novo combatente de guerra servirá como precursor para o PAK DA – o quinto bombardeiro estratégico da Rússia.
O departamento de design da KRET foi encarregado de desenvolver novos equipamentos para o Tu-160M2, que incorporará sistemas integrados de aviônica e computação sem o uso de elementos importados do exterior. O hardware eletrônico complexo deverá estar pronto em 2020 – três anos antes da produção do novo avião começar.
“Fizemos passos significativos em nosso trabalho para o que é realmente um avião novo”, disse o vice-presidente da KRET, Vladimir Mikheev, à Zvezda TV.
A guerra eletrônica merece uma menção especial, pois é um elemento indispensável da aviação militar de hoje. O Tu-160M2 vai brandir o mesmo sistema de guerra eletrônica novo que é usado nos jatos de quinta geração T-50 PAK FA.
KRET afirma que o sistema está entre os mais avançados do mundo e pode proteger o Tu-160M2 de todos os tipos de mísseis terra-ar. Além disso, a aeronave irá transportar um sistema de navegação inercial sem plataforma que determinará as coordenadas, rota e velocidade usando giroscópios a laser e acelerômetros de quartzo.
É digno de nota que este dispositivo pode funcionar eficazmente, mesmo em condições em que um inimigo aplica o seu sistema de guerra eletrônica.
Se as necessidades ditarem, a equipe do Cisne Branco será capaz de determinar sua posição à maneira antiga, tomando leituras de estrelas através de um sistema de correção de astro.
Engenheiros acreditam que a eficácia do Tu-160M2 será mais do dobro do que o seu antecessor.
“Estamos terminando o trabalho do projeto experimental em 2021, começando em 2022 a produção em série dessas máquinas”, disse Slyusar à emissora Rossiya-24.
Ele estimou que a UAC iria construir de 30 a 50 dos bombardeiros anualmente, observando que as negociações estão em andamento com os compradores sobre o número específico.
O Tu-160 é um pesado avião supersônico estratégico de asa variável portador de bombas/mísseis projetado para atingir alvos em todo o mundo com armas nucleares e convencionais.
https://dinamicaglobal.wordpress.com/2017/04/22/cisnes-brancos-a-russia-vai-produzir-30-50-bombardeiros-estrategicos-tu-160m2-anualmente/ 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

BBC Brasil - O que é o TPP, o acordo econômico entre 11 países do qual Trump retirou EUA

 Resultado de imagem para TPP**
O presidente Donald Trump cumpriu o prometido: retirou os Estados Unidos do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, na sigla em inglês) apenas três dias depois de assumir o cargo.
O TPP é um grande acordo comercial multinacional, que o agora vice-presidente Mike Pence apoiava quando era governador do Estado de Indiana, dizendo que "comércio significa empregos, mas também segurança".
Durante a campanha presidencial, no entanto, Donald Trump não cansou de repetir o oposto e, na segunda-feira, assinou uma ordem executiva que retirou os EUA do pacto - que ainda precisava ser ratificado por todos os países membros..
"O que acabamos de fazer é uma grande coisa para os trabalhadores americanos", disse.
Mas o que é o TPP e por que Trump se opõe a ele?

Integração x Protecionismo

Antes da saída dos EUA, o TPP reunia 40% da economia mundial, um mercado de 800 milhões de consumidores.
Japão, Austrália, Canadá, México, Peru, Chile, Malásia, Vietnã, Nova Zelândia, Cingapura e Brunei continuam no pacto.
A grande ausente entre as potências econômicas do Pacífico é a China, que não tem demonstrado intenção de integrar-se a ele.
O acordo - que era uma peça importante da estratégia comercial e geopolítica do ex-presidente Barack Obama - estabelece a base para um grande bloco econômico que, se não sofresse mudanças, reduziria as barreiras comerciais entre os países participantes.
Também unifica a legislação em temas como acesso a internet, proteção a investidores, à propriedade intelectual em áreas como as indústrias farmacêutica e digital, assim como normas de proteção ao meio ambiente.
Foram cinco anos de negociação até o acordo ser firmado no ano passado, em Atlanta, nos EUA.
Mas esta abertura econômica multinacional contraria a política defendida por Trump de proteger empregos e fomentar a indústria nacional.
A "proteção" será o fundamento da nova "prosperidade e força" dos EUA, disse Trump ao tomar posse no dia 20 de janeiro.
"Devemos proteger nossas fronteiras dos estragos causados por outros países que fabricam os nossos produtos, roubam nossas empresas e destroem nossos postos de trabalho", afirmou.

Sem a China

O TPP também é peça chave nos planos econômicos de México, Peru e Chile, as três nações latino-americanas que fazem parte do acordo.
O Chile foi o pioneiro da região ao buscar parcerias comerciais diferentes das tradicionais voltadas para os EUA e Europa.
O país foi um dos quatro fundadores do acordo precursor do TPP, ao lado de Brunei, Nova Zelândia e Cingapura.
México e Peru também querem aumentar suas exportações e atrair investimentos dos países asiáticos.

Livre comércio?

O TPP afeta a maioria dos bens e serviços comercializados entre os países, mas nem todos os impostos de importação serão eliminados.
Estão em jogo 18 mil impostos, só que alguns serão eliminados antes que outros.
Por exemplo, os signatários do pacto prometem eliminar ou reduzir os impostos e outras barreiras dos produtos agrícolas e industriais.

Outras críticas

A oposição ao TPP não é apenas do governo americano.
Críticos da iniciativa afirmam que o acordo foi negociado em segredo e que beneficia principalmente as multinacionais.
Também alertam que pode abrir caminho para que empresas cobrem de governos mudanças nas políticas de áreas como saúde e educação.
A rodada final do acordo demorou a ser concluída devido a disputas envolvendo a proteção da propriedade intelectual de medicamentos de última geração.
Como costuma ocorrer em todas as discussões em torno de tratados de livre comércio, os diferentes países lutam por interesses que podem ser fortalecidos ou não pelo TPP.
Exportadores de diversos países estão animados com a promessa de expansão comercial prometida pelo acordo, que lhes dará acesso a novos mercados.
Em compensação, nos EUA, vários sindicatos argumentavam que o tratado ajudaria a transferir mais empregos industriais bem remunerados para regiões onde a mão de obra é mais barata, como o sudeste asiático.
E este é um assunto chave para o objetivo do governo Trump: evitar a perda de empregos do país.
Resta ver agora se, com a saída dos EUA, o acordo vai entrar em vigor e de que forma, já que os demais países integrantes do bloco perdem um dos seus principais incentivos: o maior acesso ao mercado americano.
Alguns países como a Nova Zelândia sugeriram uma espécie de acordo alternativo para que o TPP se sustente sem os EUA.
Mas o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, já disse que um TPP sem os EUA - e seu mercado de 250 milhões de consumidores - "não teria sentido".
Alguns analistas acreditam que os integrantes do TPP vão acabar firmando acordos bilaterais entre si.
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38729570
** A imagem não faz parte da publicação original.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

BBC Brasil - Qual objetivo da Otan com a maior mobilização militar dos EUA na Europa desde o fim da Guerra Fria?


Os moradores do local saíram às ruas para assistir o "espetáculo": um grande comboio militar americano passando, cruzando a fronteira alemã até a Polônia.
O comboio chegou nesta semana e é a primeira parte de uma operação da Otan que inclui mais de 3 mil soldados americanos, centenas de tanques e veículos blindados, além de armamento pesado, para fortalecer os países aliados na Europa Oriental.
A viagem do comboio começou em Fort Carson, no Estado americano do Colorado, e acabou em uma base de Zagan, na Polônia, onde os soldados foram recebidos pelos moradores da cidade neste sábado.
Os poloneses querem a presença dos americanos no país pois, de acordo com eles, vai enviar uma mensagem ao governo da Rússia.
"(A presença dos americanos) Indica que estamos prontos para qualquer coisa. É uma operação militar normal para defender nosso país, nossas famílias e para defender o mundo", disse à BBC Jaroslaw Mica, general de brigada do Exército polonês.
O contingente é parte da resposta do presidente americano, Barack Obama, aos aliados do país que fazem parte da Otan e estão preocupados com as recentes medidas tomadas pela Rússia.
A Rússia, por sua vez, não aprova a mobilização.
O porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse à BBC que a medida "ameaça nossos interesses e nossa segurança".
"É um terceiro país que está reforçando sua presença militar em nossas fronteiras na Europa. Nem sequer é um país europeu", afirmou.
O vice-chanceler russo, Alexei Mechkov, afirmou que esta mobilização é "um fator para desestabilizar a segurança europeia".

'Necessário'




Direito de imagem AFP
Image caption O comboio chegou à Polônia na manhã de quinta-feira
Mas para a Polônia a chegada da Otan ao país era algo necessário, como afirmou o subsecretário de Estado para a Defesa Tomasz Szatkowski.
Para Szatkowski esta mobilização era necessária devido aos "enormes exercícios militares" da Rússia perto da fronteira polonesa e suas "ações agressivas em nossa vizinhança, ou seja, Ucrânia, e a anexação ilegal da Crimeia".
O plano é que as forças da Otan mudem de país a cada nove meses. Os outros países envolvidos nesta operação são Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Bulgária e Hungria.
Em abril um segundo contingente americano deve chegar e ficará no leste da Polônia.
O comboio que chegou à Polônia na quinta-feira deve ficar na base de Zagan até o fim de 2017 e o contingente que chegará depois será enviado para toda a região.
Estas tropas americanas devem realizar exercícios militares nos países Bálticos.

Dúvidas

Apesar de o Exército americano estar sendo recebido de braços abertos na Polônia, muitos duvidam que a missão realmente vai durar.



Direito de imagem AP
Image caption A operação inclui mais de 3 mil sodados americanos
O presidente Obama está prestes a passar a presidência para Donald Trump, que deu sinais de que deseja melhorar sua relação com Moscou.
E, por isso, há dúvidas de que a postura militar dos Estados Unidos continuará sendo a mesma ou se os soldados que estão chegando agora à Polônia vão voltar logo para casa.
"Não esperamos isso. Estamos concentrados nesta missão aqui e agora, e estamos muito orgulhosos de estar aqui", disse à BBC o coronel do Exército americano Christopher Norrie.
"Os soldados estão muito orgulhosos de estar aqui, a formação é extraordinária, muito forte. (A operação) Está avançando muito bem e vamos seguir comprometidos com isto, porque é importante", explicou o militar.
E os americanos não são os únicos a reforçar a Otan no leste da Europa. A Grã-Bretanha já enviou aviões de combate para o Mar Negro e um batalhão de soldados, tanques e armamentos leves será enviado para a Estônia nos próximos meses, que contará com o apoio de soldados franceses e dinamarqueses.
A Alemanha também está planejando enviar tropas e tanques para a Lituânia.

Ações 'perigosas'




Direito de imagem AP
Image caption O envio do comboio à Polônia é uma resposta ás 'ações perigosas' da Rússia
A Otan não acredita que possa ocorrer uma guerra com a Rússia, mas a organização está tomando estas medidas de reforço depois de uma série de ações consideradas "perigosas" na região.
A Rússia também está reforçando sua presença militar no leste europeu.
Na Polônia e outros países da região a cautela aumentou depois que o governo russo mobilizou há alguns meses seus mísseis Iskander de curto alcance em seu enclave em Kaliningrado, na fronteira entre a Polônia e a Lituânia.
Esta medida, segundo o Departamento de Estado americano, está "desestabilizando a segurança europeia".
É provavel que nos próximos meses apareçam mais detalhes sobre a estratégia futura do governo dos Estados Unidos para a Otan.
Por enquanto, assim como disse o chanceler polonês, Witold Waszczykowski, se Donald Trump decidir chegar a algum acordo com Vladimir Putin, eles esperam que esta reconciliação "não aconteça às custas da Polônia".