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domingo, 11 de abril de 2010

Novas Informações Sobre os Ataques de Moscou

Esta semana as autoridades russas identificaram a 2ª viúva-negra (mulher-bomba segundo a gíria local) e que foi responsável pela explosão na estação metroviária Parque Cultura.

O surpreendente, a se confirmar de fato sua identidade, era a sua formação educacional e que a coloca no outro extremo do estereótipo do fundamentalista fanatizado e ignorante. Segundo informações russas, os pais dela reconheceram nas imagens divulgadas pela mídia sua filha, identificando-a então como uma professora de Ciências da Computação, com idade de 28 anos e graduada em matemática e psicologia pela Universidade Pedagógica do Daguestão em 2005.

Sobre a 1ª jovem suicida sabe-se apenas que ela era viúva de um militante morto por forças governistas e que tinha 17 anos.

A estas revelações juntaram-se detalhes sobre outro ataque ocorrido em Krabulak, na Ingushétia, onde um homem com um cinturão de bombas explodiu-se diante da chefatura de polícia local, matando-se e a mais 2 policiais, aos quais se acrescentaram outros 2 policiais feridos. Cerca de uma hora depois um carro-bomba foi localizado e desativado.

Tais ataques se somaram aos dois atentados em Moscou e outro em Kizliar (Daguestão), que matou 10 policiais, sendo 9 deles oficiais.

Correm informes de que as autoridades russas estão investigando a possibilidade dos ataques no metrô moscovita terem sido levadas a cabo por uma célula extremista composta por 15 indivíduos. Segundo o FSB – o Serviço Federal de Investigações -, um líder radical chamado Buriatsky (já morto pelas forças de segurança) e associado a um atentado ao trem que liga Moscou a S. Petersburgo, em novembro passado. Na ocasião, houve 26 mortos e mais de 100 feridos.

Sua morte no início de março deste ano seria assim a motivação para os ataques em Moscou.

Sobre as “viúvas-negras”, enquanto fenômeno social que me referi em post anterior, a jornalista Yulia Yuzki, em trabalho de 2003, afirmava que elas não são motivadas por razões religiosas. Na verdade, segunda ela, apenas 1 em 10 se explodiam por idealismo; as demais haviam sido drogadas ou manipuladas com o uso de psicotrópicos. E vai mais além, apontando a falta de tato das autoridades russas para lidar com os desistentes. Ela cita o caso de Zarema Mukikoieva que apesar de delatar nomes e locais de atuação extremistas, ainda sim acabou condenada a 20 anos de prisão em julho de 2003.

A maioria das mulheres nesse tipo de ação terrorista não significou, por outro lado, que elas assumissem posições de lideranças. A origem delas seria, em grande, parte decorrente, das guerras da Chechênia travadas contra o movimento de separatistas não só na região do Cáucaso, mas por toda a região sul da então União Soviética.

O caldeirão de etnias túrquicas continua em efervescência...mesmo assim, o governo Medvedev segue afirmando que o castigo dos terroristas “vai ser duro”.

Grozni, Beslan, Moscou, etc. Os nomes se sucedem, assim como os marcos de uma violência aparentemente interminável.
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