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domingo, 25 de dezembro de 2011

Japão e China discutem o futuro depois da morte do ditador da Coreia do Norte

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, viaja para a China nesse domingo, dia 25, para encontros com o presidente Chinês, Hu Jintao, e com o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, partiu neste domingo, dia 25, para Pequim para uma visita oficial de dois dias. O objetivo principal será discutir com o presidente da China, Hu Jintao, a situação na Coreia o Norte após a morte do ditador Kim Jong-il.
Segundo a agência local "Kyodo", Noda terá reuniões com Hu Jintao e com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e pedirá a colaboração de Pequim para tentar retomar as conversas de seis lados para a desnuclearização de Coreia o Norte. Este diálogo, no qual participam as duas Coreias, Estados Unidos, China, Japão e Rússia, está estagnado desde o final de 2008. Nos últimos meses, os contatos para retomar o diálogo evoluíram, mas o inesperado anúncio da morte de Kim Jong-il travou mais uma vez o processo.
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A reunião entre Noda e Hu será a primeira entre líderes de dois países-membros da negociação de seis lados desde que se soube da morte do líder norte-coreano. O funeral de Kim Jong-il será na quarta-feira, dia 27. O poder na Coreia do Norte foi transferido para o filho do ditador, Kim Jong-un.
O governo da Coreia do Norte tinha se mostrado disposto a voltar à mesa de diálogo incondicional, mas EUA e Coreia do Sul, respaldados pelo Japão, pedem que o país renuncie a seu programa de enriquecimento de urânio e permita a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica.
O porta-voz do Governo japonês, Osamu Fujimura, disse que o primeiro-ministro do Japão transmitirá ao governo Chinês que, para o Japão, o papel da China, praticamente único aliado da Coreia do Norte e que preside as negociações de seis lados, é "muito importante", segundo a "Kyodo".
Espera-se que os líderes da segunda e terceira maiores economias mundiais também tratem aspectos financeiros, entre eles a possibilidade de se adquirir respectivamente bônus um do outro para reforçar sua aliança entre os países. Além disso, Noda deve pedir à China para suavizar as restrições que mantém sobre a importação de alimentos do Japão por conta da crise na usina nuclear de Fukushima, segundo a "Kyodo".
 
 
 

O filho de Kim Jong-il é tratado como novo líder das Forças Armadas do país, em um mais um etapa da sucessão do pai, morto há uma semana

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE
Kim Jong Un, o terceiro filho do líder norte-coreano Kim Jong Il, será o sucesssor do pai (Foto: AP)
Kim Jong Un, o terceiro filho do líder norte-coreano Kim Jong Il, será o
sucesssor do pai (Foto: AP)
O diário norte-coreano Rodong Sinmun se referiu neste sábado (24) a Kim Jong-un, filho e sucessor do ditador Kim Jong-il, morto há uma semana, como "comandante supremo", confirmando a nomeação dele como líder das Forças Armadas. "Declaramos de coração que promoveremos a revolução do 'Exército primeiro' com o camarada Kim Jong-un como nosso comandante supremo e nosso general", diz em seu editorial o periódico oficial do regime.
Apesar de não prestar o serviço militar, Kim Jong-il foi comandante supremo do Exército norte-coreano, um cargo-chave para liderar o país que lhe foi outorgado em 1991, três anos antes de seu pai, o fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, morrer.
O jornal também convidou Kim Jong-un a liderar a nação comunista rumo a "uma vitória eterna". No ano passado, o Kim Jong-il nomeou Kim Jong-un, seu terceiro filho e sucessor declarado, general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do governante Partido dos Trabalhadores.
No entanto, desde a morte de seu pai existiam dúvidas sobre a possibilidade de Kim Jong-un, com idade estimada em menos de 30 anos e que também não prestou serviço militar, tomar o controle do quarto maior Exército do mundo.
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