Sua duração e tempos de encerramento foram objeto de reflexão de diferentes historiadores que apontavam distinções sobre se o regime instituído em 1964 e formalmente terminado naquele 1985 tinha sido uma ditadura em todo esse período ou não, se este regime tinha terminado em 1985 com a eleição indireta da chapa Tancredo-Sarney, se com a posse de José Sarney, com a Constituição de 1988 ou ainda com a eleição e posse de Fernando Collor de Melo (primeiro civil eleito desde 1961 e Jânio da Silva Quadros).
Mas eis que desde a eleição e posse de Jair Bolsonaro a narrativa celebrativa daquela época, depois de anos de progressivo obscurecimento, voltaram a povoar o centro das atenções.
E hoje, 31 de março de 2021, quase 6 décadas depois daquele momento de ruptura institucional estamos desde segunda-feira discutindo se haverá ou não golpe militar, se o presidente protagonizará um autogolpe, o que acham as casernas sobre isso, a politização das Forças Armadas e o risco disso, o teor das ordens do dia das diferentes forças sobre a data, a crise militar orquestrada pelo próprio Palácio do Planalto, a saída dos ministros militares em apoio ao ministro da defesa - defenestrado de surpresa na segunda-feira - e a nota hoje do novo velho ministro Braga Neto cheia de mentiras históricas mas bem ao os o do presidente.
No pano de fundo, vamos registrar aqui o vídeo de Gabriela Priolli que esmiuça mais uma manobra diversionisa deste que desgoverna governando ou governa desgovernado!
Bons eram os tempos en que não precisávamos saber o que os militares pensavam sobre a tomada do poder e ruptura institucional democrática pela força.
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