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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Brasil Estuda Aquisição de Radares Chineses

O Brasil precisa criar uma nova e moderna estrutura de Defesa antiaérea para atender à necessidade da segurança da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, e pode comprar esse equipamento na China.
No dia 12 de abril, em Pequim, durante visita da presidente Dilma Rousseff, o assunto foi tratado entre representantes da China National Precision Machinery Import and Export Corporation (CPMIEC), a agência estatal responsável pelos equipamentos eletrônicos de Defesa e autoridades brasileiras. Em 2008, os chineses já haviam submetido uma proposta preliminar ao Comando do Exército.
Essa, todavia, não é a única possibilidade: os especialistas da Força terrestre estão pesquisando equipamentos junto a fornecedores da Inglaterra, França e Rússia. Itália e Rússia também estão na lista. Qualquer negócio só será tratado em 2012.
O Exército quer adquirir um sistema antiaéreo tridimensional digital, de modo variável de detecção. Chávez tem. A Venezuela contratou nove conjuntos JYL-1, chineses, com alcance de 450km. Cada unidade é operada por oito militares e é acompanhada por um centro de controle. Pode alimentar redes de coleta de informações e fornecer dados para a artilharia baseada em mísseis e canhões de disparo rápido.
O custo da encomenda de Hugo Chávez é estimado em US$ 150 milhões. Os radares da China oferecidos ao Brasil são mais avançados. O tipo SLC-2, por exemplo, localiza granadas de obuses, foguetes e mísseis táticos em pleno voo, no limite de 50km, permitindo fogo de interceptação com armas de saturação. Há tipos leves, de porte individual, que são capazes de identificar o movimento de veículos a 5km e de pessoal, a 2km. Os pesados, de transporte por carretas 6x6, atuam além de 400km.
A seleção e encomenda do novo sistema antiaéreo é prioridade no reaparelhamento do Exército brasileiro. Segundo uma fonte do Ministério da Defesa ouvida pelo Estado, a aquisição depende da liberação de recursos. Este ano as despesas militares foram drasticamente cortadas pelo governo e as discussões para o próximo ano nem sequer começaram.
O Exército emprega um equipamento nacional, o EDT-Fila, da Avibrás Aeroespacial agregado a canhões Bofors L-70 e Oerlikon de alta cadência - com tecnologia com cerca de 30 anos. Na década de 80, eram listadas baterias de mísseis franceses. O equipamento foi desativado.
No setor, o que o Exército tem de mais moderno são os mísseis de porte pessoal russos Igla-18, com sistema de guiagem infra. Mais de 100 unidades com cerca de 50 tubos lançadores foram compradas. Os testes não foram animadores: o índice de acerto ficou na faixa de 20%. O custo é de cerca de US$ 60 mil dólares.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

FX-2: Novela Interminável!

A escolha dos aviões de caça que reforçarão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) levará em conta a transferência da tecnologia usada na fabricação das aeronaves para o governo brasileiro. Foi o que disse hoje (3) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na 7ª Conferência de Segurança Internacional de Forte de Copacabana, evento que discutirá até amanhã (4) temas como desarmamento e missões de paz.
Anteriormente, Jobim havia se manifestado favorável à aquisição dos bombardeiros franceses Rafale, fabricado pela companhia Dassault. “Não é uma questão de preferência sobre este ou aquele fornecedor. Não é questão de ser belo ou feio. A questão é saber quem está disposto a transferir tecnologia para o Brasil, de capacitar o país na negociação. Se não houver disposição de capacitação nacional, do meu ponto de vista e do ponto de vista da estratégia nacional de defesa, não haverá negociações”.
O ministro lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta eleita Dilma Rousseff vão se reunir antes do término do mandato para discutir o assunto.
Jobim disse que é preciso levar em conta que o país não está comprando apenas aparelhos e equipamentos militares e, sim, capacitação nacional, tecnologia. “Evidentemente que é preciso que se tenha consciência de que a tecnologia que virá com os caças será utilizada em vários outros setores da vida do país. E todos as países envolvidos na licitação se dizem dispostos a esta transferência. Uns mais e outros menos”.
Ele ressaltou que, mesmo depois da decisão tomada pelo presidente e da concretização do acordo, a assinatura do contrato comercial levará algum tempo. A licitação para a compra dos 36 caças envolve também propostas da sueca Saab e da norte-americana Boeing.
O processo de compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) deve se estender até o fim do próximo ano, afirmou na segunda-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Segundo ele, a contratação dos 36 caças para renovar a frota da FAB incluirá a presidente eleita, Dilma Rousseff, que vai ajudar na escolha do modelo a ser contratado.
"Se houver uma decisão agora no fim do ano, é um processo que seguramente vai levar até outubro, novembro do ano que vem", disse Jobim a jornalistas após participar da 7a conferência de segurança internacional no Forte de Copacabana.
No ano passado, o Brasil abriu licitação para a compra de 36 aviões de combate num acordo que pode superar os 4 bilhões de dólares. Fazem parte da concorrência o caça francês Rafale, da Dassault, o sueco Gripen NG, da Saab, e o F-18, fabricado pela Boeing.
Em setembro, Jobim disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaria a aquisição dos caças após as eleições.
"O que pode acontecer, eventualmente, é que os presidentes Lula e Dilma decidam por uma solução, mas na hora de sentar e discutir os itens, encontrem problemas. Isso é um processo", declarou Jobim, ao lembrar que as discussões para a compra de submarinos da França levou cerca de um ano.
Jobim afirmou que, mais do que a compra, a licitação representa para o Brasil um aprendizado de como fazer caças no país.
"É uma questão de saber quem está disposto a transferir tecnologia ao Brasil e capacitar o Brasil na negociação. Se não houver disposição de capacitação nacional, não há conversa", finalizou o ministro da Defesa.
Ele não confirmou se fará parte do governo de Dilma.
Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mais Espaço Geopolítico Implica Mais Responsabilidades

O presidente Luís Ignácio Lula da Silva perseguiu abertamente uma maior projeção do Brasil no cenário internacional até por que entende que isso abre oportunidades políticas e econômicas em outro nível.  É impressionante que um homem com sua origem e história pessoal eivada de reveses, ainda assim foi capaz de demonstrar uma sintonia fina entre pragmatismo e oportunidade neste final de governo.  Que Lula é um expert em comunicação não é segredo; mas nunca se falou tanto do Brasil...e bem!
O velho adágio de que "à mulher de Cesar não basta ser honesta, e sim parecer honesta" serve para destacar um ponto, ou contraponto.
Durante o governo Fernado Henrique, a diplomacia do Itamaraty obteve certamente sucessos vários, porém vai ficar marcada pela imagem humilhante do chanceler Celso Lafer sendo obrigado a tirar seus sapatos para inspeção nos EUA após os ataques de 11 de Setembro.  E isso marca, independente de qualquer outra coisa.
Ontem o jornal O Globo trouxe uma entrevista com o historiador e economista Niall Fergusson onde ele destaca que o desempenho da economia brasileira, hoje baseada em múltiplos mercados e na sua própria capacidade de consumo interno, lhe dá um desempenho destacado.  E vai mais além. 

Sobre a questão nuclear iraniana ele destaca que:


"Não há dúvida de que o Brasil está ganhando dimensão no cenário internacional. E o caso das sanções contra o Irã é exemplar disto. Para o governo Obama foi certamente muito irritante ver que o Brasil e a Turquia conseguiram um acordo para oferecer uma alternativa para o caminho das sanções. Ficou evidente que o governo Obama já tinha negociado um acordo sobre o esboço de sanções e que estava apostando no fracasso das conversas de última hora. O governo Obama não quer admitir novos jogadores no cenário internacional".

No dia 10 de Maio passado, a jornalista Denise Luna, também de O Globo, citando a agência Reuters, informou que a Marinha pretende abrir uma licitação entre o final deste ano e o início de 2011, num valor de 9 bilhões de euros, para construir 18 navios de apoio.  O Blog Defesa BR qualifica o negócio como um FX2-Naval (numa alusão ao FX-2 da FAB e que esperemos que ao contrário deste, tenha um desfecho).
"Os navios deverão ser construídos no Brasil em associação com um estaleiro projetista internacional, informou o militar [contra-almirante Francisco Deiana], prevendo o prazo de 5 anos para a construção.
Destinados à proteção da costa, possivelmente na região do pré-sal da bacia de Santos, onde estão localizadas reservas de petróleo que podem mais que dobrar as atuais reservas brasileiras, os navios escolta terão que ter no mínimo 40 por cento de conteúdo nacional...".

Todo o programa, que inclui o projeto do submarino nuclear, os convencionais, o estaleiro em Itaguaí e uma nova base específica para os submersíveis, inclui também 27 navios patrulha de 500 toneladas (80 milhões de reais cada), outros 12 de 1800 toneladas (R$230.000.000,00 cada unidade).  No geral, o programa de modernização da frota envolve valores da ordem de até 80 bilhões de euros em duas décadas, segundo Deiana.
Entre as embarcações estariam as FREMM (Fragatas Multimissão franco-italianas) e possivelmente um ou mais navios de apoio logístico, como o projeto italiano de um navio de apoio logístico, também multimissão.

 O Projeto das FREEM pode ser semelhante a este:

Até porque, recentemente, o ministro da defesa Nelson Jobim, esteve no estaleiro italiano que participa de projetos conjuntos com a DCN francesa na área militar. 
Podemos ver que o projeto inclui alta furtividade, capacidade anti-navio e anti-submarino, e também para efetuar bombardeios em terra mediante mísseis de cruzeiro.
No RJ, a Petrobrás está concluindo o arrendamento do estaleiro Ishibras, destinado a construir as embarcações de apoio à nova estatal vinculada ao Pré-Sal, e que pode receber parte das encomendas da Marinha.
Tudo isso envolve investimentos, tempo, continuidade e vontade política.  Mais que governos, precisam ser políticas de Estado!
Ter projeção no cenário internacional implica ter custos correspondentes não só às responsabilidades que isso envolve, mas talvez, acima disso, ser capaz de dissuadir ambições e ameaças - inclusive regionais.  Haja vista uma certa inquietação na Argentina acerca do domínio de todo o ciclo do urânio pelo Brasil, e que poderia terminar num artefato nuclear e numa "ameaça" aos vizinhos.  O que é uma rematada tolice já que o país é signatário de tratados de limitação de tais engenhos, e também de recíprocas fiscalizações acertadas desde os anos 80/90.
Pré-Sal, Amazônia Azul, Amazônia Verde, o recém descobeto aquífero paraense, etc, são recursos naturais que ao mesmo tempo que sustentam novos patamares de desenvolvimento, atraem também cobiça e interferências. 

domingo, 9 de maio de 2010

Sete Notas

Irã e Brasil – Ontem o presidente Lula reagiu à declarações da diplomacia francesa de que o Brasil e ele, Lula, seriam “embromados” pelas autoridades iranianas quando da viagem presidencial a Teerã no próximo mês. Os representantes diplomáticos iranianos em Brasília também reagiram e frisaram que a França e outros países devem preocupar-se com seus assuntos internos, reafirmando o caráter pacífico de seu programa nuclear. O Brasil segue insistindo que a melhor solução são negociações.

Paraguai e Brasil: um inesperado surto guerrilheiro apareceu no Paraguai e associado a um grupo denominado de Exército Popular Paraguaio (EPP). O governo Lugo reagiu decretando Estado de Sítio em algumas províncias e os primeiros relatórios indicam vínculos deste grupo com as FARC e o PCC paulista. Se verdadeiros tais vínculos, teremos um EPP apoiado por uma organização narcoguerrilheira colombiana e uma facção criminosa que a tempos vêm se espraiando dos presídios paulistas para outros locais e objetivos.

A Crise Grega: a Grécia faliu por excesso de gastos e na tentativa de amenizar o impacto da crise global de 2008/9. O governo aumentou despesas para manter a economia funcionando, mas agora o endividamento galopante e a lenta recuperação internacional puseram de joelhos a capacidade dos gregos pagarem o que devem. Bancos europeus, especialmente da Alemanha e França, estão fortemente comprometidos com títulos gregos, e se o país aplicar um calote, Alemanha e França serão imediatamente contaminados. A Espanha, pode ser a próxima vítima de calote se não conseguir transmitir a necessária tranquilidade aos investidores, pois também está em uma delicada situação financeira.

Brasil – Programa de Rearmamento I: O primeiro dos quatro submarinos Scorpéne, de tecnologia francesa, comprados em 2008 pelo Brasil, começa a ser construído no dia 27 de maio. A cerimônia de corte das chapas destinadas à proa será realizada às 10h, no estaleiro DCNS, em Cherbourg. O relógio digital que marca a contagem para a entrega do navio, no segundo semestre de 2016, será ativado na mesma ocasião. Os outros três submarinos do tipo S-Br sairão, até 2021, do novo estaleiro que a Marinha está construindo em Itaguaí, no litoral sul do Rio. O recebimento do modelo movido a energia nuclear, o SN-Br, está definido: será em janeiro de 2022, com chances de ser adiantado um pouco, para novembro de 2021. (do Estado de São Paulo).

Brasil – Programa de Rearmamento II: sem nenhuma repercussão na mídia, o Exército recebeu mês passado os primeiros três Hind MI-35, de um pacote total de 12 aparelhos, para reforçar a capacidade militar do EB na região amazônica principalmente. O negócio orçado em quase US$ 360 milhões de dólares em 5 anos implica compensações de transferência de tecnologia que em alguns setores não identificados, será de 160%. Os aparelhos receerão a designação de AH-2, Esquadrão Sabre. ( do Blog da Defesa).

Brasil – programa de Rearmamento III: Isso é sério? O Brasil só deverá anunciar alguma posição acerca da compra dos caças Rafale no dia 17. Mas agora aparece como o “enésimo” empecilho à conclusão do negócio, uma contrapartida entre a compra dos aviões pelo Brasil e uma redução dos subsídios agrícolas na França: “Se os caças são importantes para eles, a agricultura é importante para nós” disse uma fonte não definida do governo. Assim, após impressionantes anos e uma decisão (sic) em novembro de 2007, o negócio permanece inconcluso e agora condicionado a outros temas.

Mercosul e União Europeia – Em 2009 a UE concedeu mais de 55 bilhões de euros em subsídios para a agricultura, e a França foi a principal beneficiária, porém, ainda assim, a chancelaria de Paris alerta que a UE já foi muito além do que seria cauteloso em relação a liberalizações de acesso ao bloco. Mas na reunião prevista em Madri na segunda quinzena deste mês, entre representantes da UE e do Mercosul, estará na pauta justamente um acordo visando ampliar a competitividade do segundo – do Brasil em particular – junto a UE. Num documento interno do bloco europeu, foi estimado que dependendo do grau de liberalização concedido, as perdas podem ser de 3,5 a 13 bilhões de euros, mas a crise econômica pode favorecer a posição da Alemanha e Inglaterra favoráveis a ampliar o comércio junto ao Mercosul.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O presidente venezuelano Hugo Chavez anunciou mais compras de armas destinadas a "defesa nacional", no valor de US$2 bilhões e que incluem 92 tanques T-72 e 300 foguetes terra-ar Smerch S-300 (com 300 km de alcance), segundo o G1, e que Chavez designou em seu programa semanal de rádio como "uns foguinhos russos". Segundo o Estadão,em noticiário do dia 08 do corrente, o pacote incluiria também 3 submarinos e mais 10 helicópteros, e que assim dá prosseguimento ao que foi classificado em julho passado - ainda segundo o Estadão - como "acordo para ampliar e dar maior planejamento com intercâmbio militar bilateral", e onde já se comentava uma aquisição de veículos blindados de transporte BMP e MPR, mais os T-72 e os foguetes antiaéreos, e que se juntariam aos 24 Sukhoi-30, 50 helicópteros de combate e transporte e os 100 mil AKs-47.
São compras bilionárias que ascendem a US$ 4 bilhões de dólares desde 2005 (Estadão) ou US$ 4,4 bilhões (segundo a AFP). O governo de Caracas alega a hostilidade norte-americana que ameaça a revolução bolivariana, secundada pela subserviência colombiana e a recente cessão de 7 bases militares só reforçou o discurso anti-americano de Chavez. Hostil em relação a Washington, o governo venezuelano tem se aproximado do Irã - inclusive oferecendo seu território para a instalação de mísseis iranianos - que evidentemente seriam apontados para o sul dos EUA e recriando a Crise dos Mísseis de 1963. Além disso aceitou realizar manobras navais no Caribe com uma flotilha russa e esta aproximação é vista como "perigosa" pela Casa Branca, enxergando na mesma uma articulação Venezuela-Irã-Rússia (e por que não Coreia do Norte) como algo potencialmente negativo - apesar das bravatas chavistas.
Mas enquanto a Venezuela, com todo o estardalhaço que faz, acordou com a Rússia compras da ordem de menos de 10 bilhões de reais, o Brasil anunciou no dia 7 passado um projeto de 22 bilhões de reais, numa "parceria estratégica" franco-brasieira que incluiria:
36 caças Rafale ao custo de 4 bilhões de dólares;
5 submarinos (sendo um nuclear de ataque - propulsionado por energia atômica);
50 helicópteros (a serem montados aqui);
1 estaleiro para a montagem do submarino nuclear (provavelmente o primeiro mas não único);
1 nova base de submarinos;
O projeto de dotar a Marinha Brasileira de 35 unidades modernas de superfície até 2020 (o que a tornaria a mais poderosa força naval da América Latina);
E uma promessa de reforço do treinamento e equipagem do Exército.
Objetivando reforçar os meios dissuassórios nacionais e prover alguma garantia sobre as amazônias Verde e Azul, além do pré-sal, se de fato for implementado, este projeto de reequipamento das Forças Armadas inverte anos de descaso e abandono das mesmas. E o maior impulsionador deste como um projeto de Estado e não de governo, parece ser o próprio Hugo Chavez.
O governo dos EUA não vê com maus olhos o reforço militar brasileiro pois este viria a contrabalançar, em nível regional, as ambições venezuelanas. Mas também serviria para conter a entrada de equipamentos militares russos e chineses, e consequentemente da influência sino-russa, na região. A decisão política de optar pelos Rafale, e não os F-18 norte-americanos, ainda seria preferível aos Sukhoi russos que estavam na disputa pela reequipagem da FAB.
O chamado Fator Chavez seria responsável, inclusive, pela ampliação de 20 para 36 jatos no pedido inicial. Cobrindo até 3125 km, os Rafale poderiam numa segunda fase - prevista mas não acordada - passarem a ser construídos no Brasil e elevando a força de caças até 120 unidades, o que seria menos que a previsão de aquisições venezuelanas com 150 Sukhois. Mas uma força deste tamanho daria uma maior garantia de efetiva transferência de tecnologia.
O mesmo Rafale também foi estudado como alternativa para uso do A1 São Paulo, na versão de uso em porta-aviões e que substituiriam os obsoletos Skyhawk atualmente em uso, necessitando de algumas modificações na embarcação que incluiria uma rampa de salto complementando as catapultas de arremesso.
Temos assim que o Chile tem ampliado suas compras, a Argentina idem, Venezuela e Brasil também e de forma crescente. Temos ou não uma corrida armamentista na região?

Fontes: G1, Estadão, AFP, Blog da Defesa e Defesa BR.