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domingo, 30 de junho de 2013

Estadão - O Namoro entre o Irã e o Talibã




ERNESTO, LODOÑO, THE WASHINGTON POST, É JORNALISTA - O Estado de S.Paulo
      Quando os EUA aprovaram o envio de uma delegação do Taleban ao Catar, em 2011, esperavam que o pequeno emirado do Golfo Pérsico fosse um lugar propício para conversações para pôr fim a dez anos de guerra.
      O Taleban tinha ambições bem maiores: aproveitar o escritório como base diplomática para se posicionar como força política em ascensão no Afeganistão, enquanto os EUA se preparam para sair do país. O sinal mais claro dos seus objetivos é a recente viagem a Teerã de representantes do Taleban com sede em Doha.
     Há novas evidências de que o grupo militante e seus interlocutores afegãos e americanos têm posições diferentes em relação ao escritório aberto na semana passada. Sua inauguração transformou-se num fracasso para os EUA, que tiveram trabalho para aplacar a ira do governo afegão quando o Taleban desfraldou sua bandeira e instalou uma placa com os dizeres: Emirado Islâmico do Afeganistão, como o Afeganistão era chamado no governo Taleban, nos anos 90.
     O atrito diplomático entre Washington e Cabul provocou o congelamento das negociações de um acordo sobre segurança, que permitiria que as tropas americanas permanecessem no país depois de 2014.
     Os enviados do Taleban a Doha vinham se mantendo discretos, hospedados em hotéis de luxo sob a rigorosa vigilância do governo do Catar. A discrição acabou no início do mês, quando anunciaram a viagem de seus emissários a Teerã a convite do governo iraniano. Não é o primeiro contato entre o governo xiita de Teerã e o Taleban sunita, que têm um longo passado de desconfianças e animosidade, em parte em razão das conflitantes ideologias religiosas.
     A primeira reunião aberta entre as duas partes poderia passar por cima das divergências sectárias por objetivos comuns: minar a posição dos EUA, rival comum, e conseguir que as forças militares americanas deixem definitivamente a região quando o mandato da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) expirar, no fim de 2014. "A viagem pode ser considerada o início de relações diplomáticas regionais de alto nível sem que tenhamos sido consultados", disse Vali Nasr, ex-funcionário do Departamento de Estado.
     A ambição do Irã é exercer maior influência no Afeganistão e isso preocupa os EUA, que consideram Teerã um sério fator de desagregação desde a guerra do Iraque. Funcionários americanos acusaram o Irã de alimentar a violência no Iraque enviando milícias e de prestar ao Taleban uma limitada assistência militar. O Taleban, cujos principais líderes estariam no Paquistão, há muito aspira voltar ao poder e tem procurado manter uma espécie de Estado soberano nas províncias que domina.
     Com a retirada das forças dos EUA do país e o mandato do presidente afegão Hamid Karzai terminando, provavelmente no próximo ano, o Taleban não se sente motivado a procurar uma negociação séria que possa levar ao cessar-fogo. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILL

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Opera Mundi - Otan aprova anúncio de nova fase na transição das forças de segurança no Afeganistão

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, recebeu com satisfação o anúncio feito pelo presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, nesta segunda-feira (31/12), sobre a finalização de uma nova fase na transição da segurança nacional para as forças do país.

Após essa última transição, as forças afegãs já são responsáveis por 87% da segurança da população em 23 províncias das 34 províncias, assinalou a Aliança em comunicado. "Este é um passo significativo para que os afegãos sejam responsáveis por sua própria segurança até o ano de 2014", disse Rasmussen.

"Esta progressão é mérito de todos e quero aplaudir a coragem e a determinação do povo afegão e de suas forças, assim como das tropas e dos treinadores da Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão", acrescentou o secretário-geral da Otan.
O dinamarquês reiterou o compromisso da Aliança Atlântica com o processo de transição no Afeganistão e disse que "depois que o processo for completado, a Otan seguirá dando apoio às forças afegãs".

Em 5 de dezembro, coincidindo com a cúpula da Aliança em Bruxelas, o secretário-geral assinalou que a estratégia no Afeganistão "está funcionando" e "o calendário está sendo cumprindo".

Rasmussen defendeu que a Aliança não deve se apressar na hora de deixar o país asiático, apesar de vários países como a França acelerarem a retirada de suas tropas. Paris já concluiu suas operações de combate no Afeganistão, embora ainda mantenha militares com outras funções no país.
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/26330/otan+aprova+anuncio+de+nova+fase+na+transicao+das+forcas+de+seguranca+no+afeganistao.shtml

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Otan suspende treinamento de novos recrutas da polícia afegã

Aliados querem investigar a infiltração de ativistas talibãs entre afegãos recrutados para receber treinamento. Só neste ano, 45 membros das tropas aliadas foram mortos por soldados afegãos.
As forças militares norte-americanas no Afeganistão anunciaram neste domingo (02/09) a suspensão temporária do treinamento de mil novos recrutas da Polícia Local Afegã (ALP, na sigla em inglês). A decisão se dá em meio a um aumento do número de ataques de rebeldes infiltrados contra soldados aliados do Ocidente – muitas vezes, seus próprios treinadores.
"Suspendemos de maneira temporária a formação de recrutas para investigar os laços entre rebeldes e soldados. Estamos muito preocupados com os últimos ataques", explicou o porta-voz da Otan no Afeganistão, James Graybal. Segundo o diário The Washington Post, cerca de 27 mil integrantes das forças de segurança do Afeganistão estão sendo investigados por ligações com o movimento de insurgência.
Falta de confiança
Ataques de rebeldes infiltrados mataram 45 membros das tropas da Otan ao longo deste ano, sendo 15 só no mês passado. Os aliados têm alertado seus soldados a andarem sempre com armas carregadas, em uma tentativa de evitar esses ataques.
Na quarta-feira passada, um homem que vestia o uniforme do Exército afegão matou três soldados australianos na província de Uruzgan, no sul do Afeganistão. O aumento de casos obrigou esta semana o presidente afegão, Hamid Karzai, a destituir o chefe dos serviços de inteligência, Rahmatulá Nabil, suspeito de ter facilitado a penetração de talibãs nas forças de segurança.
A ALP é uma milícia que foi montada há dois anos pelos norte-americanos em vilarejos em que a força policial afegã – treinada pela Otan – é mais fraca. Mas a ALP tem sido alvo de acusações de abuso e de corrupção.
O grupo foi criado pelo general norte-americano David Petraeus, substituído no ano passado pelo general John Allen no comando das forças estrangeiras. Allen disse acreditar que cerca de um quarto dos assassinatos originados de dentro do grupo tem ligação com os talibãs, que têm conseguido infiltrar agentes nas forças de segurança afegãs. O restante, segundo ele, seria motivado por outras razões, como brigas internas.
Os ataques internos têm sido particularmente problemáticos num momento em que os planos de segurança para transição começam a entrar em curso. Entre eles, está a meta das tropas internacionais de deixar o Afeganistão até o fim de 2014. Atualmente, há cerca de 130 mil soldados da Otan e dos Estados Unidos lutando contra a insurgência talibã e treinando forças de segurança.
Ataques suicidas
Ainda no sábado (01/08), 12 pessoas morreram e 59 ficaram feridas em dois ataques suicidas no centro do Afeganistão, nas proximidades de uma das maiores bases da Otan no país, enquanto dois soldados norte-americanos foram mortos em um incidente separado na província de Ghazni. Os talibãs assumiram a responsabilidade pelos ataques.
MSB/rtr/afp/lusa/dpa
Revisão: Marcio Damasceno
http://www.dw.de/dw/article/0,,16215208,00.html

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Defesa dos EUA apela para armas russas


O pedido é resultado de uma resolução do Comando Logístico do Exército norte-americano. Em abril, foi aberta uma licitação para a compra de armas e munições de padrões diferentes dos americanos para a força da coalizão internacional no Afeganistão e Iraque.
Os helicópteros de fabricação russa comprados pelo Pentágono para as forças da coalizão e o exército afegão levam mísseis e metralhadoras de fabricação soviética.
A frota de blindados do exército afegão é composta por carros de combate soviéticos T-62 e veículos de combate de infantaria BMP-2. 
O exército e a polícia afegãs e iraquianas estão armadas sobretudo com fuzis soviéticos e metralhadoras do tipo Kalashnikov. Além disso, suas unidades de artilharia usam morteiros de 82 e 120 mm e obuses D-30 calibre 122mm soviéticos. Para que todo esse arsenal funcione, são necessárias munições.
Contato direto
O comando norte-americano deixou de se contentar com as compras de clones de armas e munições russas da Bulgária, China, Egito e outros países.
Segundo as autoridades norte-americanas, são defectíveis e costumam falhar no momento menos oportuno do combate.
Foi por esse motivo que o comando logístico norte-americano enviou à Rosoboronexport, por meio das empresas norte-americanas, a solicitação de compra de material de guerra.
A cooperação com os EUA proporciona algumas vantagens à empresa russa. Além da Rosoboronexport ganhar mais um comprador, isso indica que os norte-americanos estão percebendo que as cópias armas russas fabricadas em outros países não são produtos militares de qualidade.
Os russos responderam positivamente ao pedido e tem esperança de participarem de uma concorrência leal na licitação aberta pelos EUA. A empresa enviou aos americanos suas propostas de preço e os advertiu contra a compra de produtos feitos nas ex-repúblicas socialistas, pois estão com a licença vencida e não atendem os requisitos de qualidade estabelecidos pelo produtor.
Fonte:  Gazeta Russa  http://gazetarussa.com.br/articles/2012/06/13/defesa_dos_eua_apela_para_armas_russas_14654.html

domingo, 29 de abril de 2012

Afeganistão: Insurgência e negócios


The Economist Intelligence Unit
27.04.2012 19:13
A frágil estabilidade política no Afeganistão


VISÃO GERAL: A duradoura campanha de insurgência de vários grupos indica que a estabilidade política no Afeganistão continua fraca. Uma série de incidentes no primeiro trimestre de 2012 agravou consideravelmente as relações entre o Afeganistão e os países ocidentais. No início de 2012 os Estados Unidos começaram a pressionar por uma redução no financiamento necessário para apoiar a Força de Segurança Nacional Afegã (ANSF na sigla em inglês). Foram estabelecidos limites ao volume de dinheiro que pode ser tirado do país, na tentativa de conter a fuga de capital em grande escala. O governo começou a aceitar propostas para explorar a metade ocidental da bacia de petróleo Afegã-Tajique, no norte do Afeganistão, onde estimativas iniciais indicam depósitos de 600 milhões de barris de petróleo.

      POLÍTICA INTERNA: Tumultos mortíferos varreram o Afeganistão no final de fevereiro, depois de relatos de que exemplares do Corão foram queimados por soldados norte-americanos na base aérea de Bagram, perto da capital, Cabul. Oficiais da Otan disseram que os livros faziam parte de material religioso islâmico que foi apreendido em um centro de detenção local depois de relatos de que os detidos os estavam usando para trocar mensagens, e que a queima dos livros foi acidental. Um pedido de desculpas formal dos EUA mostrou-se insuficiente para conter a ira local, que irrompeu em demonstrações por todo o país na semana seguinte, resultando na morte de 30 afegãos e seis soldados norte-americanos.
     No rastro dos incidentes com o Corão, em 11 de março um sargento do exército norte-americano, Robert Bales, supostamente saiu em frenesi aos tiros pelo remoto distrito de Panjwai, na província de Kandahar, sudoeste do Afeganistão. Embora os relatos dos eventos variem muito na imprensa local e internacional, incluindo alegações de que um grupo de soldados pode ter participado, as autoridades norte-americanas disseram que o suspeito agiu sozinho e mais tarde se entregou.
     As tensões entre o Afeganistão e seus aliados internacionais também foram alimentadas por uma série de episódios em que soldados e policiais afegãos (assim como rebeldes disfarçados de autoridades) atacaram tropas da Otan. O aumento das tensões no terreno obscureceu as recentes notícias de progresso nas negociações sobre o Acordo de Parceria Estratégica (SPA na sigla em inglês), que definiria as condições da presença norte-americana no Afeganistão após a retirada das tropas de combate. O presidente afegão, Hamid Karzai, expressou otimismo de que o SPA seja assinado antes da cúpula da Otan sobre o Afeganistão que se realizará em Chicago em 20-21 de maio. O SPA está em negociação há mais de 18 meses. Além de dar impulso à assinatura do SPA, a conferência de Chicago também é considerada um passo vital para estabelecer os termos do apoio a ser dado ao setor de segurança afegão, especialmente depois da retirada das Forças Internacionais de Assistência à Segurança (ISAF, que consistem em tropas dos EUA e da Otan) em 2014. Os EUA pressionaram pela redução dos fundos necessários para sustentar a ANSF, embora o custo anual ainda deva ser acordado pela comunidade internacional, diante da difícil situação das finanças do Afeganistão.
     RELAÇÕES INTERNACIONAIS: A situação da segurança no Afeganistão continua sendo afetada negativamente pela dinâmica política regional. Em janeiro, a emissora pública britânica BBC relatou que teve acesso a um relatório secreto da Otan que documentava a assistência dada pelos serviços de segurança do Paquistão aos taleban. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês chamou as acusações de “ridículas”, salientando o compromisso do Paquistão de não interferir no Afeganistão. A Missão de Assistência da ONU ao Afeganistão (Unama) confirmou em seu relatório anual divulgado em fevereiro que um número recorde de civis foi morto em 2011 como parte do conflito em curso. A vasta maioria das mortes foi causada por grupos insurgentes, incluindo os taleban. Entretanto, o Conselho de Segurança da ONU votou em 22 de março prorrogar o mandato da Unama por um ano. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que seu país vai suspender suas operações de treinamento e apoio ao combate no Afeganistão pendentes de revisão. Sarkozy também disse que a França vai romper com seus aliados da Otan e retirar as tropas do Afeganistão no final de 2013, um ano antes do prazo em que todas as forças internacionais devem deixar o país. Em 1º de fevereiro, o secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, anunciou que seu país encerraria sua ação de combate no Afeganistão em meados de 2013, mais de um ano antes da retirada programada das tropas norte-americanas, e assumiria um papel de “conselheiro e assessor”, fornecendo apoio às forças de segurança afegãs.
     TENDÊNCIAS POLÍTICAS: No início de 2012 os EUA começaram a pressionar por uma redução das verbas necessárias para sustentar a ANSF. Quando a ISAF terminar as operações de combate no Afeganistão (programado para 2013), a ANSF deverá assumir a liderança na manutenção da segurança do país, assim como lidar com os rebeldes. Com essa finalidade, a ISAF tem treinado forças locais, e a ANSF deverá crescer de seus atuais 305 mil membros para 352 mil até setembro deste ano. Os EUA estimam que treinar e equipar essas forças custará cerca de 6 bilhões de dólares por ano, mas vem pressionando para reduzir os custos para 4,1 bilhões de dólares ao ano. Também busca mais contribuições de aliados da coalizão, assim como do governo afegão, apesar de o estado precário das finanças públicas do país poderem impedir um aumento significativo nas contribuições locais. O ministro das Finanças afegão, Omar Zakhilwal, confirmou ao apresentar ao Parlamento o orçamento para o ano fiscal 2012/13 (21 de março a 20 de março) que o país não terá recursos suficientes para cobrir suas despesas depois da retirada das tropas da ISAF. Zakhilwal apresentou um orçamento que previa gastos em 2012/13 de 4,8 bilhões de dólares, dos quais apenas um terço seriam cobertos por receita interna; o restante deveria vir em forma de ajuda estrangeira. Há preocupações de que o Afeganistão não será capaz de fechar sua lacuna fiscal nos próximos anos, apesar de medidas como a adoção de um novo imposto de valor agregado, marcada para 2014. O orçamento foi rejeitado pelo Parlamento e está sendo renegociado.
     CRESCIMENTO ECONÔMICO: O governador do banco central, Nurollah Delawari, anunciou em meados de março que está impondo limites ao volume de dinheiro que pode ser retirado do país. Anteriormente, quantias ilimitadas podiam ser retiradas, desde que fossem declaradas. Isto resultou na saída do país de grande volume de capital em espécie: estima-se que a quantia de dólares americanos carregados por passageiros que saíram pelo Aeroporto Internacional de Cabul em 2011 duplicou, para 4,6 bilhões de dólares. Isso quase equivale aos gastos públicos anuais, estimados em 4,8 bilhões de dólares em 2011. Para conter a fuga de capital, Delawari anunciou que um limite de 20 mil dólares por passageiro será imposto; para quantias maiores, serão necessárias transferências eletrônicas. Os cambistas no Afeganistão protestaram contra a medida, afirmando que vão aumentar acentuadamente o custo das transações. Não está claro se o novo limite vai conter a fuga de capital, que as autoridades temem estar ligada à indústria de heroína do país.
     CONTAS EXTERNAS: Em 7 de março o governo começou a aceitar propostas para explorar a metade ocidental da bacia Afegã-Tajique, no norte do país, perto da cidade de Mazar-i-Sharif, onde estimativas iniciais indicam depósitos de cerca de 600 milhões de barris de petróleo. O ministro das Minas, Wahidullah Shahrani, indicou que a bacia também pode conter reservas de gás na mesma região. Toda a bacia é estimada pelo Serviço Geológico dos EUA em cerca de 946 milhões de barris de petróleo e 7 trilhões de pés cúbicos de gás. A empresa de petróleo norte-americana Chevron está entre vários investidores estrangeiros supostamente interessados nos direitos de exploração.
Fonte: Carta Capital       http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-fragil-estabilidade-politica-no-afeganistao/

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Presidente afegão culpa 'falha' da Otan por ataques


Ofensiva militante em Cabul e outras três cidades afegãs terminou após 18 horas e deixou total de ao menos 47 mortos

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, relacionou os ataques militantes de domingo no país a falhas de inteligência, especialmente da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em sua primeira resposta aos ataques, Karzai elogiou o desempenho das forças de segurança afegãs, afirmando que elas se provaram capazes de defender o país.
                                              Soldado carrega seu cão farejador de bombas.
Os violentos combates entre militantes e forças de segurança nas ruas do centro da capital do país, Cabul, e em outras três cidades terminaram nesta segunda-feira após 18 horas de tiroteios, explosões e disparos de foguetes, deixando um total de ao menos 47 mortos: 36 militantes, oito policiais e três civis, segundo o ministro afegão do Interior, Besmillah Mohammadi.
"A infiltração de terroristas em Cabul e em outras províncias é uma falha de inteligência nossa e especialmente da Otan, e deveria ser seriamente investigada", disse o líder afegão.
De acordo com um militante preso, a ofensiva militante foi lançada pela rede Haqqani, um grupo letal de insurgentes com vínculos com a milícia islâmica do Taleban e com a rede terrorista Al-Qaeda, disse uma graduada fonte de segurança afegã nesta segunda-feira.
Os confrontos, que começaram por volta do meio-dia de domingo (hora local), espalharam-se durante a noite por bairros centrais da capital afegã e paralisaram o bairro governamental da cidade. Houve combates também em três outras províncias afegãs, no que a milícia islâmica do Taleban, que assumiu a autoria da ofensiva, disse ser o início de uma ofensiva de primavera.
"Em apenas um curto período conseguimos estancar seus planos diabólicos, e todos os 36 insurgentes foram mortos. Eles portavam trajes suicidas, mas não conseguiram fazer nada exceto serem mortos", disse o chefe de operações do ministério do Interior, Afzal Amane
O incidente ilustra a capacidade dos militantes de atacar alvos valiosos no coração da capital, mais de dez anos depois de o regime islâmico do Taleban ter sido derrubado por grupos locais apoiados por forças estrangeiras.
Ele representa também um revés para o presidente dos EUA, Barack Obama, que gostaria de usar a campanha contra o Taleban - e o plano para retirar as tropas de combate do Afeganistão até o final de 2014 - como trunfos na sua campanha a reeleição, neste ano.

Embaixadas e prédios públicos
A ofensiva, que começou com ataques a embaixadas, um supermercado, um hotel e o Parlamento, foi uma das mais sérias na capital em mais de dez anos de guerra. Karzai ficou entrincheirado no palácio presidencial.
Aumento de mortos: Feto é listado como 17ª vítima de massacre de soldado no Afeganistão
Um porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, disse à Reuters que a ofensiva foi planejada durante meses, em vingança contra vários incidentes envolvendo tropas dos EUA no Afeganistão - incluindo a queima de exemplares do Alcorão num quartel da Otan, e o massacre de 17 civis por um soldado americano. Ele prometeu que haverá mais ações.
*Com Reuters

sábado, 24 de março de 2012

Sargento Será Acusado de Matar 17 Afegãos


AE - Agência Estado
WASHINGTON - O sargento de Robert Bales, do Exército dos Estados Unidos, será formalmente acusado nesta sexta-feira, 23, de ter matado 17 civis afegãos, além de tentar matar outros seis em 11 de março deste ano na província de Kandahar.
Efe
     Especialistas em cortes marciais dizem que Bales deve enfrentar uma longa pena de prisão
Bales, de 38 anos, está detido no presídio militar de Fort Leavenworth, no Kansas.
     O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse que Bales poderá ser condenado à morte se for considerado culpado pelos homicídios, mas é improvável que isso ocorra. Os militares norte-americanos não aplicam a pena de morte em um colega desde 1961.
     Especialistas em cortes marciais dizem que é mais provável que Bales enfrente uma longa pena de prisão. Inicialmente, Bales seria acusado de chacinar 16 civis afegãos, incluídas nove crianças, mas os promotores militares aumentaram a acusação para 17 homicídios, incluindo mais um civil afegão adulto.
     O advogado civil de Bales, John Henry Browne, disse nesta sexta-feira acreditar que o governo terá dificuldades em provar as acusações contra Bales porque o estado mental do seu cliente é algo que precisa ser levado em conta. Browne disse ao programa de televisão This Morning, da emissora CBS, que conversou durante 11 horas com Bales em Fort Leavenworth na semana passada e que seu cliente está perplexo com as acusações feitas contra ele.
     Browne alega que Bales sofreu, quando foi soldado na Guerra do Iraque, uma "ferida que é séria" na cabeça e que "não foi tratado de maneira adequada por uma série de razões". Browne disse que o governo terá dificuldades de provar as acusações porque "não existe cena do crime" e faltam provas físicas da chacina, como impressões digitais que não teriam sido recolhidas nas casas dos civis afegãos invadidas por Bales.
     A chacina desfechada por Bales foi mais uma mancha na difícil relação entre os EUA e seu aliado, o governo do Afeganistão, que se soma a uma série de mal-entendidos recentes, como a queima de cópias do Alcorão por soldados americanos.
     A chacina também despertou novamente o debate nos EUA sobre o estado mental de saúde dos soldados americanos no Afeganistão, que enfrentam uma taxa recorde de suicídios e de stress pós-traumático, após mais dez anos em que foram repetidamente enviados para zonas de combate no Iraque e no Afeganistão. Bales estava em sua quarta missão de combate, tendo cumprido três anteriores no Iraque, onde foi ferido na cabeça e em um pé.
     Browne descreveu seu cliente como um patriota e um pai amável de duas crianças, além de um marido devotado à esposa, mas que ficou traumatizado após assistir à morte de um soldado colega no Iraque.
Perfil
     Bales se alistou no Exército americano após falir como empresário na Flórida em 2001. Em 2003, Bales e um corretor do mercado financeiro foram condenados a pagar US$ 1,5 milhão a um casal de idosos, o qual afirmou que a dupla arruinou seus investimentos. Em 2002, Bales foi detido por agressão sob efeito do álcool contra um leão de chácara de um cassino. Ele teve que frequentar um curso para controlar a própria raiva. Também existem relatos de um segundo incidente de agressão, no qual Bales estaria bêbado. Em 2008, um xerife no Estado de Washington, onde Bales vivia com a mulher e os filhos, disse que o sargento, em um local público, pegou as mãos de uma mulher e as colocou sobre seus órgãos e em seguida surrou o namorado da garota. O xerife descreveu Bales como "extremamente alcoolizado".
As informações são da Associated Press.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Imaginem se o massacre de civis no Afeganistão fosse nos Estados Unidos

No Texas, quando um soldado americano de origem islâmica matou seus colegas, foi chamado corretamente de terrorista. Como classificar o sargento americano que massacrou 16 pessoas no Afeganistão, incluindo nove crianças? O massacre de ontem em Kandahar é o terceiro incidente neste ano de uma série que contribuiu para o agravamento da imagem dos Estados Unidos no Afeganistão depois de mais de dez anos de ocupação.

Em todos, a administração de Barack Obama pediu desculpas. O presidente lamentou quando soldados americanos urinaram em corpos de afegãos e após a queima acidental de exemplares do Alcorão. Agora, também deplorou o massacre de16 civis, incluindo nove crianças.

O problema é que Obama está em ano eleitoral. Seus adversários do Partido Republicano o descrevem como um “presidente que apenas sabe pedir desculpas pelo mundo”. O incidente de ontem dará ainda mais subsídios para os opositores o atacarem como fraco em política externa apesar da ação que resultou na morte de Osama bin Laden.

A população americana também cansou da guerra que está longe de ser a principal preocupação dos eleitores, mais interessados na economia. Para 60% deles, o conflito no Afeganistão não compensa os custos. O número sobe para sete em cada dez entre os democratas.

Ao mesmo tempo, Obama precisa garantir a segurança de suas forças no Afeganistão. Estes episódios agravam o risco para as dezenas de milhares de jovens americanos estacionados no país. Seis deles foram mortos por seus colegas afegãos depois da queima do Alcorão.

O presidente Hamid Karzai, por sua vez, enfrenta o Taleban que se fortalece quando estes episódios acontecem. Seu tom precisa ser duro o suficiente para tentar manter o apoio da população. Mas não pode chegar ao ponto de irritar os americanos, que bancam o seu regime.

Quando a poeira baixar, a tendência é de que os EUA e o Afeganistão voltem a trabalhar juntos. Na própria sexta, antes do massacre e com o episódio do Alcorão ficando para trás, os dois lados haviam acabados de assinar um acordo de transferência de prisioneiros. Além disso, os militares americanos são treinados para saber da importância do Alcorão para os muçulmanos, sendo um símbolo sagrado, e também para evitar baixas civis em operações contra o Taleban.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

OTAN fará escala em Ulianovsk

     A Rússia ajudará a OTAN a abandonar o Afeganistão. Moscou e Bruxelas chegaram ao acordo sobre o trajeto adicional de trânsito para cargas militares pelo território russo. Como informa o jornal Kommersant, fazendo referências às fontes no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, o posto de escala será feito na cidade de Ulianovsk (Rússia Central).
     A escala da cooperação da Rússia e da OTAN no problema do Afeganistão está crescendo. Pelo território russo já passa a chamada Rede distributiva do Norte, pela qual a Cabul chegam mais de 50% de cargas não militares, necessárias para a Força Internacional de Assistência para Segurança. Contudo, no decorrer de mais de 10 anos a OTAN acumulou no Afeganistão uma grande quantidade de técnica, armamentos e outros bens. Para retirar tudo, como se planeja, antes do fim de 2014, serão necessários muitos recursos e muito tempo.
     Bruxelas sugeriu a Moscou há um ano e meio pensar sobre a possibilidade de organizar um trânsito multimodal reverso de cargas do Afeganistão para a Europa, que incluísse os trânsitos aéreo e terrestre. Um trajeto deste tipo tem vantagens indiscutíveis, destaca o diretor do Centro de Segurança Internacional do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais (IMEMO) da Academia de Ciências da Rússia Aleksei Arbatov:
     – A possibilidade de fazer escala no posto de trânsito permite transportar mais cargas, porque neste caso os aviões tomam menos combustível. Isso aumenta bruscamente a eficiência da ponte aérea.
      Após ter estudado atentamente as variantes os expertos da Rússia e da OTAN escolheram a cidade de Ulianovsk, o aeroporto e a localização das ferrovias da qual convêm perfeitamente para estes objetivos. Supõe-se criar uma base logística com um terminal aduaneiro. Cargas do Afeganistão serão transportadas lá pelo ar, depois serão enviadas pela ferrovia a Riga ou a Tállin. O acordo correspondente já foi redigido. Agora só falta receber uma diretiva do governo da Rússia.
     Inicialmente o trajeto principal de trânsito da OTAN para Cabul passava pelo território do Paquistão. Contudo, em 2011 as relações entre Islamabad e a coalizão ocidental dificultaram-se seriamente, diz o experto do portal Afghanistan.Ru Dmitri Verkhoturov:
     – Agora já não se conseguirá cooperar plenamente com o Paquistão, porque este trajeto ficou perigoso demais. Os americanos, de fato, acusaram os paquistaneses de apoiar os talibã. Como resultado, os EUA e a OTAN quase não têm mais escolha.
      Certamente, existem outros trajetos para transportar cargas da coalizão para o Afeganistão, além do caminho russo. Por exemplo, há trajetos pelos territórios da Geórgia, do Azerbaijão, Turcomenistão e pelo mar Cáspio. Mas as possibilidades de trânsito deste caminho são extremamente limitadas. Também se pode acordar com o Uzbequistão. A Aliança Atlântica já fez estas tentativas. Contudo, os uzbeques receiam que a base de escala na sua fronteira abra caminho ao tráfico de drogas do Afeganistão. Por isso eles não dão a sua permissão para criar uma base de trânsito reverso. Pelo menos, ainda não dão. Ao mesmo tempo, a cooperação com a Rússia permite à Aliança resolver uma grande quantidade de problemas, salienta o politólogo Aleksei Arbatov:
      – A OTAN prefere cooperar com a Rússia. É um parceiro confidente. Não carrega com nenhumas exigências adicionais. Não liga o acordo sobre trânsito às condições políticas, que muito frequentemente são bastante abusivas nesses países meridionais da Ásia Central e até criam situações politicamente inconvenientes.
     Além disso, o transporte de cargas do Afeganistão trará lucro financeiro a transportadoras russas. Moscou, por sua vez, terá uma possibilidade de obter pontos adicionais na arena diplomática internacional. FONTE:  Voz da Rússia http://portuguese.ruvr.ru/2012/02/05/65393411.html

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Taleban quer retomar poder no Afeganistão após saída da Otan

LONDRES - Os militares dos Estados Unidos disseram em um relatório secreto que o Taleban, com apoio do Paquistão, pretende retomar o controle do Afeganistão depois que as forças da Otan e seus aliados deixarem o país, informou o jornal The Times, de Londres, na sua edição desta quarta-feira, 1º.
Insurgentes deixaram o país após chegada da Otan, mas planejam volta - Reza Shirmohammadi/Reuters
Reza Shirmohammadi/Reuters
Insurgentes deixaram o país após chegada da Otan, mas planejam volta

"Muitos afegãos já estão se preparando para uma eventual volta do Taleban", disse o jornal, citando o relatório. "Assim que a Isaf (força comandada pela Otan) não for mais um fator (na luta), eles consideram sua vitória inevitável." O Times disse que o relatório "altamente sigiloso" foi preparado pelos militares dos EUA na base aérea de Bagram, no Afeganistão, e entregue no mês passado a dirigentes da Otan. A BBC também noticiou o relatório.
Grandes áreas do Afeganistão já tiveram sua segurança transferida para as forças locais, e as últimas tropas de combate estrangeiras devem sair do país até o final de 2014.
O documento citado pelo Times e pela BBC também dizia que a poderosa agência paquistanesa Inteligência Interserviços estaria ajudando o Taliban a direcionar seus ataques contra as forças estrangeiras - acusação que o Paquistão nega.
Washington e seus aliados há anos se queixam de que o Taleban e outros grupos de militantes islâmicos e criminosos comuns operam a partir de refúgios em áreas tribais do oeste e noroeste do Paquistão.
As conclusões do documento se basearam no interrogatório de mais de 4 mil presos do Taleban e da Al-Qaeda, segundo o Times. O Departamento de Estado americano não quis comentar a reportagem. Nenhum porta-voz da Otan e do Paquistão estava imediatamente disponível para falar.
O governo afegão mantém atualmente um processo de negociação com o Taliban, o que inclui a possível instalação de um escritório de representação do grupo islâmico no Qatar.
Segundo o Times, o relatório sugere que o Taleban está ganhando popularidade em parte por estar se tornando mais tolerante. "Resta ver", diz o relatório, "se um Taleban revitalizado e mais progressista irá perdurar se continuar a ganhar poder e popularidade. Não obstante, pelo menos dentro do Taleban a imagem retrabalhada já está tendo um efeito positivo sobre o moral".

FONTE: Estadão http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,taleban-quer-retomar-poder-no-afeganistao-apos-saida-da-otan,829940,0.htm

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Defesa dos EUA anuncia que cortará cerca de 100 mil soldados - Leon Panetta disse que novo plano desloca a atenção do Pentágono das guerras do Iraque e Afeganistão para Ásia e ciberespaço

     O pedido de financiamento, que inclui cortes dolorosos em muitos Estados, monta o palco de uma nova luta entre o governo do presidente Barack Obama e o Congresso sobre quanto o Pentágono deve gastar na segurança nacional, enquanto o país tentar conter déficits orçamentários de um trilhão de dólares.
     "Não se enganem, as economias que estamos propondo vão impactar todos os 50 Estados e muitos distritos em toda a América", disse Panetta em uma conferência de imprensa no Pentágono. "Esse será um teste sobre se reduzir o déficit é só conversa ou ação".
     Panetta disse que buscaria US$ 88,4 bilhões de dólares para apoiar as operações de combate no Afeganistão, menos que os US$ 115 bilhões em 2012, em grande parte devido ao fim da guerra no Iraque e à retirada das forças norte-americanas no final do ano passado.
     O orçamento começa a concretizar uma nova estratégia militar anunciada pelo Pentágono no início desse mês que pede uma mudança de foco, das guerras terrestres da década passada para os esforços para preservar a estabilidade na região da Ásia-Pacífico e no Oriente Médio.
     Isso adiaria a compra de armas como o avião de guerra F-35 Joint Strike da Lockheed Martin's, o maior programa de aquisição do Pentágono, além de submarinos, navios de assalto anfíbios e outras embarcações.
     Os aumentos salariais dos militares começariam a diminuir depois de mais de dois anos de crescimento, e aumentariam as taxas para benefícios do sistema de saúde para militares aposentados, para os que serviram por mais de 20 anos.
     Mais equipes de forças especiais, como o Seals que matou Osama Bin Laden, seriam utilizadas ao redor do mundo, acrescentou Panneta. "Nossa abordagem foi usar isso como uma oportunidade de manter forte o Exército no mundo, para não esvaziar a força", informou Panetta em comunicado, que logo foi rebatido por rivais republicanos no Congresso.
     "Levar a nossa estrutura militar de volta para antes do 11 de Setembro coloca nosso país em grave perigo", disse o senador John Cornyn, um republicano e membro do Comitê de Serviços Armados do Senado.
     Panetta anunciou que o governo vai solicitar um orçamento para 2013 de US$ 525 bilhões, além dos outros US$ 88 bilhões para operações no Afeganistão, Combinados, esses totais são cerca de US$ 33 bilhões a menos do que o Pentágono está gastando esse ano.

     O secretário disse, no entanto, que o orçamento base do Pentágono vai chegar a US$ 567 bilhões em 2017. Nessa ocasião, os orçamentos acumulados de cinco anos serão US$ 259 bilhões a menos do que havia sido planejado antes do governo ter fechado um acordo de corte de déficit com o Congresso ano passado que exige uma redução de US$ 487 bilhões até 2022.
     Entre os detalhes, Panetta destacou:
     - O Exército cortará 80 mil soldados, dos 570 mil de hoje para 490 mil em 2017. Esse número é ligeiramente maior do que o Exército antes do 11 de Setembro;
     - O Corpo de Fuzileiros Navais sofrerá uma redução de 202 mil para 182 mil - também acima do nível de antes do 11 de Setembro;
     - A Força Aérea irá aposentar alguns aviões mais antigos, incluindo cerca de 20 aviões de carga C-5A e 65 dos C-130 e
     - A Marinha manterá a frota de 11 porta-aviões mas aposentará sete cruzeiros antes do planejado e adiará a compra de alguns navios
     O presidente Barack Obama vai pedir que o Congresso aprove uma o fechamento de algumas bases domésticas, embora o prazo para que isso aconteça não tenha ficado claro.
     Ao anunciar os planos de reestruturação militar, Panetta afirmou que os EUA iriam manter a habilidade de derrotar "qualquer inimigo em terra" e reforçar as forças especiais.
     O plano de gastos da defesa está programado para ser submetido ao Congresso como parte do orçamento total do governo em 13 de fevereiro. A ideia de Obama é uma nova atenção voltada para a Ásia, onde a rápida modernização militar da China tem preocupado os EUA e seus aliados.

Com AP e Reuters
Fonte: Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/defesa-dos-eua-anuncia-que-cortara-cerca-de-100-mil-soldados/n1597600450567.html