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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Venezuela solicitará mais caças Sukhoi para a Rússia - Tecnologia e Defesa



Imagem 2 FAV-Sukhoi
Os primeiros Su-30MK2 começaram a chegar para a AMB em 2006. (Imagem: Aviação Militar Bolivariana)

De acordo com a imprensa oficial local, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou, no último domingo (19), que o governo venezuelano solicitará ao presidente russo Vladimir Putin pelo menos 12 novos aviões de combate fabricados pela Sukhoi Su-30 com o propósito de manter a defesa do país. Vale lembrar que a Aviação Militar Bolivariana (AMB) possui atualmente uma frota de 23 Su-30 MK2.
Durante declarações durante as homenagens póstumas prestadas aos dois pilotos da AMB que perderam a vida em acidente ocorrido com um avião de combate Sukhoi Su-30 MK2, Maduro confirmou as negociações com a China com vistas à aquisição de um conjunto de equipamentos militares.
O mandatário ressaltou que instruiu o ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, fortalecer a AMB e repor o Sukhoi Su-30 MK2 perdido. Maduro insistiu também na necessidade de combater o narcotráfico e informou que emitiu instruções para recrudescimento da luta por ar, terra, rios e mar.
Essas declarações do presidente venezuelano coincidem com o clima de tentativa de reconciliação entre Venezuela e Colômbia. Maduro e seu par colombiano, Juan Manuel Santos, encontraram-se na última segunda-feira (21) em Quito, Equador, para discutir a crise na fronteira entre os dois países.

domingo, 2 de setembro de 2012

A Colômbia, de novo, fala em paz


     
     Ninguém sabe ao certo quando tudo começou – e quem sabe não conta –, mas não deve ter sido há muitos meses. Após décadas de violência desmesurada e incontrolável, o governo da Colômbia e as FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, a mais antiga guerrilha em atividade na América Latina – estão, uma vez mais, mantendo conversações de paz. Acaba de ser anunciado que no dia 5 de outubro, uma sexta-feira, esse processo que vem sendo levado a fogo lento será formalmente oficializado em Oslo, a capital da Noruega.
     Houve, em ocasiões anteriores, disposição para levar o assunto adiante, apesar de todas as muitas dificuldades. Em 1984, por exemplo, o presidente Belisario Betancur chegou a assinar um cessar-fogo com Pedro Antonio Marin, o lendário fundador das FARC, que também usava o codinome de Manuel Marulanda e o apelido de ‘Tirofijo’. Acabou dando em nada. Anos mais tarde, outro presidente, Andrés Pastrana, negociou com as FARC. De novo, deu em nada. E se acabaram as tentativas.
     Com Álvaro Uribe, aconteceu o contrário. Nada de diálogo: uma repressão sem precedentes foi desatada país afora, dizimando parte considerável das FARC e levando junto um número até hoje não determinado de vítimas civis, causando traumas profundos. Vale recordar que à frente do banho de sangue desatado por Uribe estava o seu ministro da Defesa, o mesmo Juan Manuel Santos que agora preside a Colômbia. Durante esse período as FARC sofreram suas baixas mais dramáticas. O número dois da organização, Raúl Reyes, foi morto enquanto dormia, num acampamento clandestino no Equador. Três meses depois, morreu, de causas naturais, Tirofijo, ícone da cruenta luta armada na Colômbia desde 1964.
     Juan Manuel Santos se elegeu pela mão de Uribe. Entre suas promessas de campanha estava a busca a paz – coisa que todo candidato colombiano vem fazendo há décadas. Por que dessa vez seria diferente? Por uma série de razões.
     Do lado das FARC, o deterioro é inegável. Nos últimos oito anos, a organização perdeu a metade dos seus 18 mil homens. Nem todos foram mortos: o número de desertores e arrependidos, alguns de grosso calibre, aumentou rapidamente após a morte de Tirofijo. Em 2010, dois golpes tremendos abalaram ainda mais os já carcomidos alicerces das FARC. Primeiro, foi morto seu chefe militar, Mono Jojoy. E três meses depois, caiu outra lenda, Alfonso Cano, sucessor de Tirofijo.
     Além disso, desde o começo dos anos 90 as FARC foram perdendo apoio externo. Com dificuldade crescente para financiar sua enorme estrutura (o grupo chegou a estar presente em todo o país, e controlava áreas imensas), desatou uma gigantesca maré de seqüestros, inclusive de pequenos comerciantes e sitiantes. Isso corroeu sua imagem, e significou perda de simpatia na população, principalmente do interior. Para culminar, os vínculos entre guerrilha e cartéis de drogas, cujos primeiros indícios surgiram no começo dos anos 80, se tornaram mais e mais visíveis. Assim corroeu-se também o parco apoio que as FARC ainda recebiam do exterior.
     Nada disso, porém, estancou o poder da organização. Se já não dominava áreas do interior, sua capacidade de ação se manteve elevada. Agora mesmo, em maio passado, uma série de atentados em Bogotá e em várias regiões do país serviu para mostrar que as FARC ainda podem causar grandes estragos.
     Para arrematar, nem mesmo as dramáticas distâncias e abismos sociais da Colômbia foram suficientes para justificar, aos olhos da opinião pública, a luta anacrônica de uma guerrilha que perdeu sua aura revolucionária.
     Claro que os últimos governos colombianos fizeram de tudo para realçar além dos limites essa imagem negativa, como forma, inclusive, de diluir seu próprio braço podre – o dos paramilitares igualmente seqüestradores, igualmente associados ao narcotráfico. Muitos dos assassinatos cometidos por eles foram atribuídos, acobertados pelo silêncio cúmplice dos presidentes e da imprensa, às FARC.
     Já do lado do governo, o deterioro também é inegável. Não há como prosseguir com o banho de sangue praticado com o argumento de combate à guerrilha. Juan Manuel Santos entendeu isso, e resolveu mudar o cenário.
     Não que se trate de um humanista preocupado com a pacificação do país e a reconciliação entre os colombianos. Trata-se de um tecnocrata frio e pragmático, que ainda acredita piamente nas crenças neoliberais, tanto assim que está esquartejando a Colômbia e privatizando tudo a preço de ocasião. Mas que sabe que nada disso terá futuro nesse turbilhão de sangue e fogo.
     Assumiu a presidência e abriu diálogo com Rafael Correa, presidente do Equador, com Hugo Chávez, na Venezuela, e com Raúl Castro em Cuba. Enquanto Uribe, seu mentor, espumava de ódio, Santos continuou avançando. Implantou leis que poderão afetar a concentração de terras em mãos dos grandes latifúndios, e outras, que poderão esclarecer crimes cometidos pelos paramilitares.
     O país continua, é verdade, absurdamente desigual. A economia cresce muito acima da média latino-americana (5,9% no ano passado, por exemplo), mas a miséria não diminui. Faltam obras de infra-estrutura, falta um mundo de coisas por fazer. Como preencher essas lacunas entre nuvens de horror e violência?
     Os termos da negociação parecem bem esboçados. A cada passo, a Colômbia consultou discretamente os governos de Cuba, da Venezuela e do Equador. Mas ainda falta muita coisa.
     Por exemplo: chegar a um acordo aceitável para os dois lados, de maneira que as FARC se desmobilizem e seus remanescentes se integrem à vida civil.
     Há um antecedente importante: o Exército M-19, que nos anos 70 e 80 chegou a rivalizar, em poder de ação, com as FARC, se desmobilizou depois de delicadas negociações de paz.
     Hoje, o prefeito de Bogotá é um ex-integrante do M-19, que faz uma administração dinâmica e de profundo cunho social.
    Não deixa de ser uma esperança.

Economia da Colômbia passa a da Argentina e é a segunda maior da América do Sul

O ministro da Fazenda da Colômbia, Juan Carlos Echeverry, anunciou nesta sexta-feira (31/08) que o PIB (Produto Interno Bruto) de seu país superou o da Argentina e, assim, tornou-se o segundo maior da América do Sul. A declaração foi feita durante entrevista à emissora Caracol Radio.
“A Colômbia superou a Argentina no PIB. Somos a segunda economia da América do Sul, atrás apenas do Brasil. Isto era um sonho”, declarou.
Em outra entrevista, para o site do jornal El Tiempo, o economista afirmou que, de acordo com as taxas de câmbio da última quarta-feira (29/08), o PIB projetado pelo país para este ano é de 362 bilhões de dólares. O da Argentina, por sua vez, fica em 347 bilhões de dólares. Segundo dados da EIU (Economist Intelligence Unit), o PIB atual do Brasil é de 2,4 trilhões de dólares.
De acordo com Echeverry, desde que o presidente Juan Manuel Santos assumiu o poder, em agosto de 2010, a economia colombiana ultrapassou a venezuelana e, agora, a argentina. “A Colômbia segue com muito ímpeto, estamos fazendo as coisas bem feitas e avançando.”
Apesar do bom momento da economia colombiana, Echeverry deixará o cargo, que passará a ser ocupado pelo atual ministro de Minas e Energia, Mauricio Cárdenas.
A mudança será feita a pedido de Echeverry, que poderá ser candidato a ocupar “uma posição importante no Fundo Monetário Internacional”, segundo Santos.
(*) com agências internacionais
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24057/economia+da+colombia+passa+a+da+argentina+e+e+a+segunda+maior+da+america+do+sul.shtml

domingo, 8 de agosto de 2010

Novo Governo na Colômbia

Toma posse hoje o presidente Santos, aliado de Álvaro Uribe, mas já acenando com uma distensão em relação a recente crise entre Bogotá e Caracas.
Além disso, esta semana um alto funcionário do governo colombiano afirmou categoricamente que era "impensável uma guerra com a Venezuela".
Já ficou acertado que Santos visitará o Brasil no início de setembro e tem dado sinais de que a posição do Brasil nos assuntos regionais deve ser buscada - ainda que isso não implique um realinhamento da Colômbia em detrimento de sua aliança com os EUA.  O que é até natural visto que sem o apoio norte-americano com armas, treinamento e recursos, acrescidos do apoio popular ao governo em sua luta contra os grupos armados (FARC, ELN, AUC, etc), a situação política e econômica seria o inverso da de hoje.
E assim se foi o presidente Uribe para as sombras; mas é provável que não o faça de vez, pois já afirmou que pretende continuar participando da vida institucional.  O que inclusive também já afirmou o presidente Lula, que ironicamente, criticava os palpites de Fernando Henrique Cardoso sobre seu governo e suas políticas.
Mas é o apego ao poder.  Ninguém quer que as cortinas baixem e as luzes se apaguem. 
Sempre é possível uma "sessão extra". 

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Colômbia: Um Presidente em Fim de Mandato

O presidente Alvaro Uribe manifestou-se hoje criticando uma declaração de ontem, do presidente brasileiro Luis Ignácio Lula da Silva.  Segundo Uribe, o presidente Lula tratou como um problema de natureza pessoal a recente crise entre colombianos e venezuelanos, menosprezando o que representam as FARC como uma ameaça institucional à Colômbia, e até regional.
Por sua vez Lula declarou que não faria comentários sobre a declaração do colega colombiano.
Mas afinal, o que disse o presidente Lula?
"...o que vejo é um conflito verbal, que é o que mais vemos na América Latina".  Em que a Colômbia pode ter sido ofendida?

O presidente colombiano parece querer protagonizar neste final de governo uma sucessão de crises com todos os seus vizinhos.  Acusou, acertadamente, a Venezuela por abrigar guerrilheiros remanescentes das FARC, o que em tese permitiria-lhes continuar lutando.  Falsamente ultrajado, o presidente Chávez rompeu relações e ameçou com retaliações militares em caso de agressão, mas reconheceu que as bases existem;  forças colombianas atacaram, de novo, o território equatoriano para pretensamente combater outros guerrilheiros; e agora critica o Brasil.
Quem mais será alvo da retórica e ações do governo de Bogotá até agosto?
E o presidente Lula, ao destacar que a crise atual merece ser resolvida no âmbito da diplomacia, apenas reconhece o óbvio.  Em fim de mandato, e consequentemente das responsabilidades executivas, caberá ao próximo presidente definir os rumos de seu país, imbuído que estará da legitimidade e responsabilidade inerentes ao cargo.
Uribe está se revelando uma versão do próprio Chávez: fabrica factóides, faz marola e espera o que vai acontecer.
Na reunião em Quito, a reunião de chanceleres da UNASUL terá a oportunidade de por meio da paciência e da negociação encontrar uma solução que acomode as partes envolvidas.
A menos que a Colômbia resolva bombardear a fronteira brasileira para caçar....mais guerrilheiros!
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P.S No final do governo Sarney, na última semana se nãome falha a memória, um cachorro vadio invadiu o sítio do Pericumã (residência do então quase ex-presidente) e matou e comeu um papagaio de estimação.  Fim de governo é isso...ninguém mais liga para aquele que se vai.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Escalada de Conflitos

Fonte: O Estado de São Paulo






Recentemente coloquei num post, aqui neste blog, que diante da situação cada vez mais dramática de sua economia a Venezuela poderia - leia-se Hugo Chavez - tentar distrair os seus problemas internos com uma crise externa.  Pois bem, não é que a Colômbia deu o pretexto?
Diante da acusação de que a Venezuela fornece refúgio às FARCs, permitindo-lhes encontrar abrigo, montar campos de treinamento e espaço de sobrevivência, feita pelo governo colombiano, levou a uma pronta resposta do governo de Caracas.  Mas o que pode ter passado em branco, foi que que as autoridades de Bogotá não só não fizeram uma acusação inédita, como definiram que solicitavam uma verificação internacional no prazo de até um mês para comprovar a acusação.
O presidente Chavez reagiu expulsando os diplomatasa colombianos e chamando seu embaixador em Bogotá.  Pelo lado colombiano iguais medidas foram tomadas oficializando o rompimento de relações.
Na fronteira, as tropas teriam sido colocadas em níveis de alerta máximo para conter uma eventual invasão, ou como disse o ministro da defesa "defender o solo sagrado".  Na realidade, os militares colombianos informaram que não havia nada de excepcional na fronteira e eles, por seu lado, não cogitam de imediato nenhuma mobilização diferente.
Portanto, até aqui, mais um factóide do coronel!
E suas preocupações devem ter se agravado quando no início deste mês a presidente Laura Chinchilla, da Costa Rica, assinou com o governo norte-americano um protocolo válido até dezembro deste ano, para que diferentes efetivos militares estadunidenses possam entrar no país, fardados, armados e autorizados a agir dentro do cumprimento de suas funções (o que será isso exatamente não está claro).  Serão 7000 soldados, 200 helicópteros e 46 embarcações agregadas, inicialmente, a um acordo de combate ao tráfico de drogas assinado entre os dois países em 1999.
Mas basta olhar o mapa´para ver que a eventual presença desta força, e com este tamanho, ela poderia estar pronta para dissuadir ou atacar tanto a Venezuela bolivariana como a Cuba castrista.
Embora pouco provável que isso venha como uma iniciativa dos EUA. 
E por que?
Basta olhar que neste momento as duas principais operações militares dos Estado Unidos apresentam um esforço material, humano e financeiro bastante pesados.
As guerras no Iraque e Afeganistão, principalmente esta, não estão indo tão bem e a perspectiva de retirada vitoriosa nestes dois fronts parecem ainda bastante distantes.
A recente ofensiva da OTAN no interior do Afeganistão, e que apareceu como uma grande vitória contra o Talibã, esconde o fato de que a tomada de um grande centro urbano (seja lá o que é isso por lá), está sendo minada pela reentrada de guerrilheiros fundamentalistas por meio de pequenos grupos que se infiltram pelas linhas da OTAN.  Assim, a tomada da cidade é no mínimo discutível.  Além disso, foi definido um cronograma de retirada e "afeganistização" da guerra para o fim da década.
Com situações difíceis no Iraque e Afeganistão, é cada vez menos viável uma campanha contra o Irã.  A menos que algo muito sério de fato provocasse a abertura de uma terceira frente militar.
No outro extremo da Ásia, o anúncio de que forças navais norte-americana e sul-coreanas realizarão um "exercício conjunto", levou o governo de Pyongyang a ameaçar com uma possível retaliação.  tais exercícios visam reforçar os laços entre os dois aliados desde 1953, e ao mesmo tempo mandar um recado de que o "incidente" com o afundamento de uma embarcação sul-coreana por um torpedo norte-coreano, não foi esquecida, embora não tenha havido uma vingança pelo ataque.
A acusação feita ao governo norte-coreano foi baseda numa investigação internacional que, no entanto, foi relativizada em suas conclusões pelos russos, fornecedores do artefato.  Para Moscou, as conclusões eram precipitadas e insuficientes.
Estaria sendo preparada a abertura de outra frente militar?
Com que recursos?  Ademais, numa conferência em Hanói esta semana, a secretaria de Estado Hillary Clinton reivindicou o direito de disputar a soberania sobre algumas ilhas e esta pretensão imediatamente levou a uma reação doplomática dos chineses - aliados da Coreia do Norte e que mesmo apoiando as sanções da ONU contra o Irã, se apressaram a anunciar o que seria a "sua" visão das sanções contra Teerã.  
Assim, enquanto o tempo esquenta entre Bogotá e Caracas, o clima piora entre Seul e Pyongyang, em Bagdá as coisas não vão bem (embora já tenham estado bem piores), Pequim e Moscou contornam as restrições sobre o Irã e o desatre ronda os céus de Cabul, parece pouco provável que os EUA abram qualquer outra frente militar no curto prazo.  

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hugo Chavez É Um Perigo, Ou Está A Perigo?

Esta semana começou na Venezuela a produção local dos fuzis Kalashnikov.  Isso representa uma ameaça?  Se sim, é ameaça para quem?

O economista José Roberto Mendonça de Barros, traduziu em números a trajetória da administração chavista em 2010:
  1. O PIB deve cair este ano acima de 4,1% - isso sobre uma queda de 3,3% ano passado;
  2. A queda de investimentos é estimada entre 12,5% a 28%, dependendo da fornte;
  3. A estatal petrolífera, PDVSA, acumulou uma dívida de US$ 21 bilhões de dólares junto a fornecedores;
  4. Só este ano a retração na produção de óleo foi de 25% segundo a OPEP;
  5. A infraestrutura nacional se degrada de forma acelerada;
  6. Importadora de alimentos a Venezuela sempre foi, mas a situação piorou, e ao lado da excassez de mercadorias, a inflação não para de subir;
  7. A crise de energia que multiplicava "apagões", tornou-se este ano em "racionamento explícito";
  8. As transações comerciais entre aquele país e o Brasil estão não só em queda, como recorrentemente as transações são liquidadas com atraso.
Neste contexto, contraditoriamente, o esgotamento do regime que patrocinou uma esdrúxula exumação de um esqueleto atribuído a Bolívar e uma bizarra empulhação de que o histórico líder nacional foi envenenado, pode levar a Venezuela bolivariana não necessariamente a uma guerra.  Mas não se pode-se descartar uma aventura militar.
Esta semana a Colômbia voltou a acusar o apoio chavista aos rebeldes das FARCs e Caracas respondeu chamando seu embaixador de volta e ameaçando com um confronto.
A criação de um fato político diversivo não seria usado pela primeira vez como ferramenta de coesão interna e falsa solidariedade a um governo.  As Malvinas não estão tão longe assim no tempo e contexto.
Mas olhando este quadro acima descrito, ele pode até iniciar uma crise externa, mas é pouco provável ue possa de fato capitalizar isso a seu favor.  Mesmo com os milhares de cubanos que hoje cuidam de assuntos militares e do aparato policial na Venezuela.
De novo, como nas Malvinas, a guerra deflagrada pela junta militar argentina contra a Inglaterra foi capaz de adiar, mas não de impedir a queda do regime.
Neste caso, a própria derrota militar abreviou o colapso então.  Chavez deve pensar sobre isso.